quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A MANI NÓRDICA

No inicio do mundo, Odin e seus irmãos assassinaram o gigante Ymir  e criaram os Nove Mundos com seu corpo. Os mitos narram como grandes discos de fogo saíram de Muspelheim, dando origem ao Sol e à Lua. Para os nórdicos, a Lua era masculina e o Sol, feminino. Esses corpos celestes não possuíam rotas fixas até que os deuses ordenaram aos elfos-ferreiros, filhos de Ivalde, que construíssem carruagens de puro ouro para puxá-los através dos céus.
O gigante Mundilfori, que cuidava do moinho do Mundo, considerava-se rival de Odin. Mundilfori chamou então suas belas crianças Mani (Lua) e Sol (Sol). Gabava-se de tal forma de suas crianças que os deuses decidiram tomá-las dele. Fizeram com que a garota Sol conduzisse a carruagem do Sol e o garoto Mani conduziria a da Lua.
O belo Mani cresceu solitário em sua morada na Lua. Uma noite, ele viu duas crianças indo à fonte de Byrgir ("o oculto"), que surgia no poço de Mimir. Elas foram enviadas por seu pai, Vidfinn, para recolher um balde de néctar-canção. O garoto Hjuki e a menina Bil encheram o balde e o colocaram num bastão para carregá-lo montanha acima até sua casa. Enquanto subiam penosamente a encosta, Mani os sequestrou e os levou para a sua casa na Lua.
Os nórdicos diziam que as manchas vistas na superfície da Lua eram Hjuki e Bil, com seu balde de água e seu bastão. Os skalds invocavam a menina Bil para que espargisse o mágico néctar-canção sobre seus lábios, para que se tornassem eloquentes e habilidosos.
Ao deus lunar Mani era atribuído o controle de Nyi (a Lua Crescente) e de Nithi (Lua Minguante ou Nova)

Nenhum comentário:

Postar um comentário