domingo, 7 de outubro de 2012

29 DE SETEMBRO

Celebra-se, neste dia, o Arcanjo Mikael, inimigo das injustiças e maldades, invocado para proteção e defesa.

Sempre que precisar de segurança e proteção, acenda uma vela azul e ore pedindo para que esse Espirito de Luz possa lhe abençoar e defender, cortando as amarras de sua vida com sua espada flamejante.

Festival de Saint Michael (São Miguel) ou Michaelmas, nos países anglo-saxões, versão cristianizada de Heimdall.

Dia dedicado a Heimdall, o deus nórdico guardião de Byfrost, a ponte do arco-iris que liga o mundo dos deuses ao mundo dos homens, chefe dos guerreiros celestes.

Comemoração de Gwynn ap Nudd, o deus celta do Mundo Subterrâneo, cuja morada é dentro da colina sagrada de Tor, em Glastonbury, a antiga Ilha de Avalon.

Na Escandinavia e na Islândia, homenageava-se Fylgja ou Fylgukona, espirito guardião e protetor das famílias. Apresentando-se sob uma forma feminina, Fylgja era parecida com as deusas Disir, embora tornasse-se visível apenas na iminência da morte. Segundo as lendas, Fylgja avisava sobre os acontecimentos, tanto os bons quanto os ruins e permanecia sempre junto a uma pessoa ou de toda a família. Às vezes, seu nome era modificado para Hamingja.

28 DE SETEMBRO

Celebração das deusas astecas da água e da fertilidade. A mais conhecida era a deusa Chalchiuhtlicue, a "deusa com saia de jade", representada coberta de jóias de turquesa e jade, usando uma coroa com penas azuis e a saia enfeitada com lírios. Ela regia todas as águas - dos rios, dos lagos, da chuva e das cachoeiras - e gostava de oferendas de flores e penas azuis e brancas. Chalchiuhtlicue aparecia sob outras inúmeras formas, tendo vários nomes, de acordo com sua origem e seus atributos. A deusa do mar era Acuecueyotlcihuatl, a "mulher que faz as ondas crescerem", invocada pelas parturientes para romper as bolsas d'água e iniciar o parto.

No antigo Peru, comemorava-se Mama Occlo, a deusa celeste que inventou a tecelagem e ensinou-a às mulheres.

Dia de Saleeh, no Egito, celebrando o nível máximo do Nilo e as deusas Hathor, Sothis, Ísis, Neith e Anath.

Festa dos Salgueiros, na Mesopotâmia, homenageando Mah, a deusa da Terra, da fertilidade e da Lua. Originariamente uma Mãe Criadora, ela foi assimilada, posteriormente, à deusa romana Bellona, tornando-se Mah Bellona, a padroeira da guerra.

27 DE SETEMBRO

Dia das Górgonas, as deusas gregas do poder oculto. Em numero de três - Euryale, Stheno e Medusa -, as Górgonas tinham rostos lindos e asas douradas, mas seus corpos eram cobertos por escamas de lagarto e seus cabelos formados por ninhos de cobras. Dotadas de presas afiadas e garras metálicas, seu olhar era tão terrível que petrificava quem as encarasse. As três Górgonas viviam juntas alem-mar, no mundo da noite e eram protegidas por suas outras irmãs mais velhas, as Greas, que tinham apenas um olho e uma presa. Alguns historiadores crêem que as Górgonas eram sacerdotisas lunares usando mascaras para assustar os visitantes inoportunos. Outros acreditam que elas eram uma tribo de Amazonas da Líbia, denegridas pelos gregos como sendo monstros.

Festa de Ziza, a deusa germânica da colheita, Mãe Criadora da vida e da Terra, equivalente da deusa egípcia Ísis.

Na China, cerimonia anual para a Lua, com rituais celebrados apenas por mulheres, agradecendo as colheitas e homenageando a lebre lunar, o animal sagrado da deusa Chang-O.

Festival Lunar Choosuk, na Coreia e em Taiwan, honrando os espíritos dos mortos e dos ancestrais.

26 DE SETEMBRO

Celebração da morte de Tammuz, o consorte amado da deusa Ishtar, deus da vegetação da Babilônia transformado pelos gregos no belo Adônis. Segundo as lendas, Tammuz morria anualmente para ressuscitar na primavera seguinte, simbolizando, assim, o ciclo das estações na natureza. Tammuz, assim como Dumuzi, o consorte da deusa Inanna, era um deus sacrificial, chamado de "O Ungido", título correspondente ao grego "Christos".

Na Irlanda homenageava-se, neste dia, Aibell, "A Encantadora", a regente dos Sidhe, as colinas encantadas, morada das fadas. Lendas posteriores transformaram-na em um espirito guardião das pedras de Killaloe, onde os viajantes que ouviam sua harpa magica encontravam a morte. Os irlandeses acreditavam que as fadas, principalmente as verdes, gostavam de ouvir e ensinar a tocar harpas protegendo, por isso, os bardos e os cantores.

Comemoração de Cosme e Damião, no Brasil, os "Ibeji" da Umbanda popular, com a distribuição de doces e roupas para as crianças pobres.

Aproveite a data para visitar um orfanato ou um hospital infantil e ajudar alguma criança carente, de forma efetiva e não apenas dando balas ou roupas.

Theseia, o festival grego em homenagem ao herói Theseu.

Antigamente, na Palestina, sacrificava-se, neste dia, um bode para apaziguar Azazel, o anjo caído, que representava o mal para os hebreus e era associado ao planeta Marte.

Nas tribos siberianas, venerava-se Umaj, a deusa protetora dos recém-nascidos, a quem eram oferecidas as placentas.

25 DE SETEMBRO

Pyanopsia, na Grécia, a Festa dos Feijões, comemorando as belas deusas das estações chamadas Horae ou Horas.
As Horas eram as filhas de Themis e Júpiter, chamadas de Porteiras do Céu e encarregadas de abrir e fechar as portas do tempo. Originariamente eram três: Eunômia, da boa ordem; Dicéia, da justiça e Eirene, da paz. Posteriormente, foram relacionadas às estações e acrescentaram-se mais duas: Carpo e Thelete, as guardiãs dos frutos e das flores. Quando os gregos dividiram o dia em doze partes iguais, o numero delas foi aumentado para doze e foram chamadas de "as doze irmãs": Acme, Auxo, Anatole, Carpo, Dicéia, Dysis, Eirene, Eunômia, Eupória, Gymnasia, Thelete e Talo. As Horas presidiam a educação das crianças e regulavam a vida dos homens. Antigamente eram representadas coroadas com folhas de palmeiras, depois, nos tempos modernos, com asas de borboletas e segurando ampulhetas ou relógios.

No Groenlândia, Alaska e Sibéria, comemoração esquimó da deusa Sedna, a protetora dos mares profundos, senhora da vida e da morte, nutridora e guardiã de seu povo, desde que ele respeitasse suas leis. Após serem abatidas, as almas dos animais deveriam permanecer junto a seus corpos por três dias, para levarem informações para a Deusa sobre o comportamento dos homens. Se suas leis fossem infringidas, ela punia os homens com doenças, fome e tempestades.

Celebração dos Serafins, os anjos da sabedoria. Na Cabala, os Sephirots são os dez atributos ou emanações do Divino, sendo reverenciados no Oriente próximo e na Espanha, antigamente. A Mãe Primordial dos Sephirots é Sephira, que, junto com Binah e Chokmah, forma uma tríade, sendo identificada, às vezes, com Sophia, por ser chamada de "A Divina Inteligencia".

Festa budista para o Bodhisattva da Sabedoria.

24 DE SETEMBRO

Dia de Nossa Senhora da Misericordia, na Igreja Católica, antiga celebração de Odudua, a fonte criadora do panteão ioruba, dia sagrado no culto da Santeria.
Odudua, a Mãe Terra dos iorubas, rege a Terra, a natureza, o amor, a fertilidade e a sexualidade. Sua cor é o preto, representando a terra, a matéria e "tudo o que está embaixo". Ela é consorte de Obatalá Ou Orishala, o Rei do Pano Branco, que representa o principio masculino, o espirito, o céu e "tudo o que está em cima". Seus altares eram representados por duas cabaças, uma preta virada para cima e outra branca virada para baixo. Alguns escritores e pesquisadores consideram Odudua como um ser masculino, sendo Yemanjá a consorte de Obatalá. Mas o mito verdadeiro é uma adaptação de uma tradição muito antiga de Dahomey, a do casal divino constituído por Mawu (a deusa da Terra, da Lua e da Noite) e Lisa (o deus do Sol e do Dia).

No Egito, celebração anual do renascimento do deus Osíris, com cantos, danças e plantios cerimoniais.

23 DE SETEMBRO

"Plemo Choai", o nono e último dia dos Mistérios Eleusínios, a celebração dos vasos sagrados, feitos em barro e representando o ventre fértil de Deméter, a fonte da abundancia na Terra. Reverenciavam-se os ancestrais com libações de vinho e oferendas.
Os sacerdotes levavam as oferendas para as frestas da terra e despejavam o conteúdo misterioso de dois vasos sagrados, um para o leste, outro para o oeste. As pessoas gritavam "hye, kye" (flua e conceba) e os sacerdotes invocavam o principio paternal (para fluir) e a origem maternal (para conceber). As pessoas comiam, depois, de forma ritualistica, romãs e maçãs, consideradas as frutas do renascimento, comemorando a continuidade da vida e encarando a morte como uma simples pausa entre as vidas.

Celebração das deusas gregas do outono, Carpo e Carman, associadas às Horas, as deusas das estações.

Na Finlândia, dia de Mielikki, a deusa protetora dos animais selvagens e das florestas. Seu animal totêmico era o urso, por isso, nos altares a ela dedicados, havia sempre um cranio ou uma pele de urso.

22 DE SETEMBRO

Oitavo dia das celebrações de Elêusis, "Mysteriotides Nychtes", a noite dos mistérios. Reencenava-se o mito de Deméter e Perséfone em três estágios: "legomena" - coisas faladas -, "dromena" - coisas encenadas - e "deiknymena" - coisas reveladas. Ao final, os iniciados se reuniam no grande salão do templo onde, à luz de tochas, celebrava-se a volta de Perséfone do mundo subterrâneo e sua transformação de Kore, a donzela, em Perséfone, a Rainha das Sombras, a esposa de Hades, senhor do mundo escuro dos mortos. A essência dos Mistérios representava a esperança da vida renovada, a coragem em enfrentar as sombras e o medo da morte e a confiança no eterno ciclo das reencarnações.

Comemoração da morte de Tiamat, na Suméria, a Mãe das Aguas Primordiais, representada em forma de dragão. Segundo os mitos patriarcais, seu filho Marduk enfrentou-a e matou-a, dividindo seu corpo para formar o Céu e a Terra. Outros mitos descrevem Tiamat como uma Deusa Peixe, similar a Atargatis.

Equinócio da primavera no hemisfério sul, marcando a entrada do sol no signo de Libra, celebrado pelos celtas como Sabbat Mabon ou Alban Elfed, com rituais de gratidão, introspecção e dedicação espiritual.

Dia tradicional para práticas oraculares em vários lugares do mundo. Na antiga Alemanha, as jovens ofertavam guirlandas de flores e galhos de pinheiro para a deusa do amor Minne, pedindo-lhe ajuda para encontrar o namorado certo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

21 DE SETEMBRO

"Epopteia", o sétimo dia dos Mistérios, a Noite da Iniciação dentro do recinto mais sagrado e oculto do templo, o Telesterion. Pouco se sabe sobre esses ritos sagrados, reservados apenas àqueles que tinham passado pelos Mistérios Menores, celebrados em Agra no inicio da primavera. Os iniciados juravam manter sigilo absoluto sob pena de morte. Sabe-se apenas que, antes da entrada no Telesterion, eram feitas oferendas de cereais e sacrifícios de leitões na gruta de Hades, no templo Plutonion. Uma pedra da entrada da gruta, chamada "omphalos" - o umbigo do mundo -, assinalava a transição da luz para a escuridão, a descida de Perséfone ao mundo subterrâneo, revivida pelos iniciados que encarariam os fantasmas de seus medos da morte e as aparições tenebrosas dos espíritos dos mortos. Após esses momentos de sofrimentos, os iniciados presenciavam o "Hiero gamos", o casamento sagrado, a união ritualistica dos sacerdotes e a encenação do nascimento de Iacchos, a criança divina, simbolizada por uma única espiga de trigo elevada pelo sacerdote no meio de luzes e ao som de címbalos. Em seguida, havia a revelação dos objetos da "cista mystica", a cesta sagrada de Deméter e a celebração da continuidade da vida após a morte com os gritos de Ye (chuva) e Kye (nascimento), ou seja, "flua e conceba", a chuva celeste fertilizando a Terra.

Festa da vida no Egito, celebrando a Mãe Divina doadora da vida em sua tríplice manifestação como Filha (renovadora), Mãe (criadora) e Mãe Negra (o absoluto). Essa festa egípcia celebrava a Lua e as águas vitais que dela se originaram.

Dia dedicado à deusa Morrigan, regente da vida e da morte. Morrigan era uma deusa lunar tríplice, apresentando-se como a virgem - Ana, como a mãe - Babd e como a anciã - Macha. Como deusa da morte, ela sobrevoava os campos de batalha, na forma de um grande corvo, cantando a canção do fim da vida.

Comemoração grega do nascimento de Palas Athena, a deusa da justiça e da sabedoria.

Dia internacional da Paz, com demonstrações em favor da paz.

20 DE SETEMBRO

Sexto dia dos Mistérios Eleusínios, com a preparação dos peregrinos para a iniciação, assimilando o significado do mito e o simbolismo de "synthema", a senha recebida dos sacerdotes. Por ter sido extremamente bem guardado, o conhecimento verdadeiro dos segredos dos Mistérios desapareceu com a morte do ultimo iniciado. Para a posteridade, sobrou apenas o conhecimento exotérico e as deduções dos historiadores e antropólogos, baseadas nas inscrições e gravuras. A mais famosa inscrição resume, de forma enigmática, o que os iniciados faziam: "Eu jejuei, eu bebi o kykeon, eu peguei algo no cesto, eu coloquei algo de volta no cesto e depois passei do cesto para o meu peito." As explicações são repletas de diversas especulações e interpretações. A mais óbvia sugere que o "kykeon" era a bebida de cevada fermentada com ervas, o "retirar do cesto" referia-se aos objetos sagrados (uma esfera, um cone e um espelho), o "colocar de volta no cesto" designava as oferendas e a menção ao peito assinalava a complementação de um ciclo: tirar, devolver e se preparar para o novo, com orações e encantamentos.

Celebração da antiga deusa pré-helênica Perse ou Perseis. Chamada de "Portadora da Luz" ou "A Destruidora", ela era uma deusa lunar, esposa do Sol e filha do oceano, mãe das deusas Pasiphae e Circe. Provavelmente Perse originou o mito e o culto a Perséfone.

Na América do Sul, festeja-se o nascimento do deus solar tolteca Quetzalcoatl, a "serpente emplumada" dos astecas, o deus da vida, da fertilidade e da sabedoria. Considerado um Deus Criador, ele era relacionado ao planeta Vênus e, por isso, requeria apenas um sacrifício humano anualmente (ao contrario de outros deuses, bem mais sanguinários). Quetzalcoatl regia o vento, a respiração, a arte, a civilização e era o eterno rival de Tezcatlipoca, o deus da morte, cujo rosto era de obsidiana negra.

19 DE SETEMBRO

"Agyrmos" ou "Pompe", o quinto dia dos Mistérios Eleusínios com a reunião dos iniciados para começar a procissão, percorrendo a pé os trinta quilômetros que separam Atenas de Elêusis. Eles vestiam roupas novas, eram coroados com guirlandas de murta e carregavam os "bacchus", cajados feitos de galhos entrelaçados, símbolos da morte do velho e do nascimento do novo. Entoando cânticos, a procissão parava em certos lugares para deixar oferendas sob figueiras sagradas - "Hiera syke" - consagradas à Deméter. Na ponte sobre o rio Kefisos, os sacerdotes expunham, publicamente, os vícios e as verdades vergonhosas dos iniciantes, que deveriam ouvir com humildade e não protestar. A intenção era expor o velho Eu para que ele morresse de vergonha e pudesse renascer. À noite, ao chegar em Elêusis, apesar do cansaço, os iniciados começavam as cerimonias à luz das tochas, honrando com danças e cânticos as deusas Deméter e Perséfone.

Na Babilônia, celebrava-se, neste dia, a deusa Gula, a Grande Mãe doadora e destruidora da vida. Gula era a Grande Curadora, tendo poder tanto para infligir como para curar as doenças. Ela era representada cercada de uma aura com oito raios de calor vital, o calor que sustenta ou destrói a vida. Gula vivia em um jardim no centro do universo, onde ela cuidava e regava a Árvore do Mundo, repartindo seus frutos com aqueles que a reverenciavam. Às vezes, era acompanhada de um cachorro, pois ela defendia os espaços das pessoas assim como um cão o faria. Outra vezes, ela aparecia com as duas mãos levantadas em prece, mostrando aos homens a postura apropriada para lhe pedir ajuda.

Comemoração com jejuns e orações de Thot, o deus da sabedoria e da magia no Egito. Thot tinha caracteristicas lunares (a cabeça de íbis, adornada com o disco lunar e a lua crescente) e era representado segurando a palheta do escriba. Ele gerou a si mesmo e foi o criador dos hieróglifos e dos números, sendo considerado o Senhor dos Livros e das Palavras Sagradas.

Faça uma avaliação honesta e acurada de suas compulsões, condicionamentos limitantes, hábitos prejudiciais, dependências e atitudes negativas. Olhe-se no espelho da verdade e comprometa-se a mudar tudo aquilo que envergonha, diminui, prejudica ou limita seu verdadeiro Eu, libertando-se, assim, das máscaras do falso Eu.

18 DE SETEMBRO

"Asclépia", o quarto dia dos Mistérios Eleunisios, com procissões e oferendas para Asclépios, o deus da cura e Dionísio, o protetor dos vinhedos. Por meio de libações de vinho, chamadas "trygetos", invocava-se a proteção das divindades masculinas. Os sacerdotes preparavam "kykeon", a bebida sagrada e os iniciados continuavam recolhidos e jejuando.

Antiga celebração da deusa celta da abundancia e da riqueza Rosmerta, cujo nome significa "A Boa Provedora". Ela era representada carregando um grande cesto cheio de frutas ou uma enorme panela cheia de comida. Como outras deusas celtas, ela regia também as fontes sagradas e as águas termais.

Na Africa do Sul, comemora-se o Dia da Chuva Sagrada, celebrando a deusa Mbaba Mwana Waresa, a guardiã da chuva e do arco-iris. Segundo a lenda, ela mora em uma casa cujo telhado é o arco-iris. Também teria sido ela quem ensinou os homens a fabricarem a cerveja para usa-la nas celebrações.

Neste dia, faça alguma oferenda de flores, frutas ou cereais para a Terra, agradecendo sua saúde, bem-estar, prosperidade e realização, antecipando, assim, o recebimento dessas dádivas por meio do poder da oração e das mentalizações positivas. Reverencie, também, as divindades masculinas, pedindo-lhes que fortaleçam e equilibrem seu animus sem, porem, desvirtuar as qualidades masculinas, assumindo atitudes ou comportamentos incompatíveis com sua essência feminina.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

17 DE SETEMBRO

"Hiereia devro", o terceiro dia dos Ministérios Eleusínios dedicado às orações e oferendas de leitões. Os iniciados ficavam recolhidos em suas casas, jejuando e orando, preparando-se para serem dignos da iniciação.

Na Grécia atual, neste dia, celebra-se Santa Sofia, reminiscencia da antiga festa de Sophia, a deusa hebraica da sabedoria. Em sua manifestação original, Sophia era a companheira de Jeovah, co-criadora dos anjos e responsável pela espiritualidade dos homens. Suas imagens representam-na ora como uma árvore cheia de frutos, ora como uma mulher velada ou ainda como a manifestação do Espirito Divino. Sua simbologia é complexa e contraditória, deturpada e modificada pelos textos gnósticos, hebraicos, cabalísticos e medievais. Sophia, no entanto, permanece um potente simbolo da sacralidade e sabedoria femininas.

Celebração de Sabek, o deus com cabeça de crocodilo no Egito e de Ganesh, o deus hindu com cabeça de elefante.

Festival do Cavalo Branco na Inglaterra, com competições esportivas e corridas de cavalos, reminiscências de antigos rituais de fertilidade dedicados à deusa eqüina Epona.

Festival tibetano homenageando Mtsho Sman, as Deusas da Água.

Procure dedicar algum tempo para se interiorizar, avaliando a melhor maneira de contatar sua sabedoria interior por meio de práticas de equilíbrio (mental e emocional) e conexão ao plano espiritual. Peça à deusa Sophia que a conduza em seu processo de iniciação espiritual, afastando os véus que obscurecem sua visão psíquica e permitindo-lhe colher os frutos de sua sabedoria ancestral.

domingo, 30 de setembro de 2012

16 DE SETEMBRO

"Holade Mystar", segundo dia dos Mistérios Eleusínios, com a purificação no mar dos objetos sagrados, levados pelas sacerdotisas escoltadas por rapazes adolescentes ("epheboi").
Os candidatos à iniciação, vestidos com túnicas brancas, eram chamados pelos sacerdotes com tambores e gritos de "Para o mar, iniciantes". A purificação era uma característica essencial dos Mistérios, conhecida como "renovação" ou "expurgo", separando com esse ritual a pessoa de sua vida profana anterior. Cada pessoa levava consigo para o mar um leitão, que precisava ser purificado também antes de ser sacrificado. Os leitões eram considerados animais puros, consagrados à deusa Deméter, simbolizando a fertilidade e promovendo, assim, a abundancia na Terra. 

Festa de São Cornelio, na Bretanha, reminiscência das antigas celebrações do Deus Cornífero, considerado o padroeiro dos animais com chifres. Neste dia, benze-se o gado em seu nome.

Reserve este dia para a purificação do seu altar, espaço sagrado, ambiente de trabalho, casa, carro ou animais de estimação. Lave seus objetos de poder com água do mar, coloque-os em cestas e exponha-os à luz do Sol ou da Lua. Salpique água do mar nos cantos da sua casa, dentro de seu carro e tome um banho de mar ou de água com sal marinho. Medite a respeito das mudanças necessárias para que você equilibre seus pensamentos e emoções, purificando, assim também, o seu campo áurico.

15 DE SETEMBRO

Inicio dos Grandes Mistérios de Elêusis, os "Mistérios da Mãe e da Filha", oriundos de um antigo festival da colheita dos cereais. Neste dia, fazia-se a proclamação oficial, excluindo-se todos aqueles que tinham cometido algum delito ou não falavam grego.
Na véspera, os "sacra" - objetos sagrados - de Deméter eram trazidos de Elêusis pelas sacerdotisas, que percorriam em silencio os trinta quilômetros que separavam a cidade de Atenas, com as cestas sobre suas cabeças. os "sacra" eram depositados no Eleusinion, o santuário de Deméter na Ágora (templo) de Acrópoles, até o dia seguinte, quando eram purificados no mar.

Dedique este dia para avaliar a arrumação do seu altar ou espaço sagrado. Considere o que deve ser descartado, renovado ou substituído. Talvez você queira ampliar o seu "ponto de força" ou reforçar as defesas energéticas do seu ambiente. Use os ensinamentos da milenar tradição do Feng Shui para alinhar sua casa com as correntes cósmicas e telúricas, crie o "canto da espiritualidade" colocando nele imagens de anjos, estatuetas de deusas, mandalas ou yantras ou os objetos que para você representam o sagrado. Reserve algumas horas para se isolar, permanecendo em silencio e meditando a respeito de sua busca espiritual, dos caminhos percorridos, dos desafios enfrentados e das realizações alcançadas.

14 DE SETEMBRO

 Celebração de Kalika, a Mãe dos Deuses, a deusa hindu dos nascimentos. No complexo panteão hindu, Kalika representa um aspecto de Durga, um atributo de Kali, o equivalente a Ambika ou a Amari De. Como manifestação da Grande Mãe, Amari De personifica a natureza, seu culto sendo preservado pelos ciganos. Ela é cultuada atualmente como Sara Kali ou a Madona Negra. Transformada pela Igreja em Santa Sara, ela continua sendo para os ciganos a Mãe de seu povo. Devido a sua cor escura, Sara Kali é considerada a precursora das Virgens Negras européias.

Inicio das procissões da Madona Negra, que duravam até o dia vinte na Suiça e em outros lugares na Europa. Existem, aproximadamente, 450 imagens de Virgem Negras espalhadas em vários lugares da Europa, as mais conhecidas sendo as das igrejas de Chartres, Paris e Lepuy, na França; Einsiedeln, na Suiça; Zaragoza, Monte Serrat e Guadalupe, na Espanha; Loreto, Pádova e Nápoles, na Italia e Czestochowa, na Polonia. Há também um número razoável dessa estatuas na Africa e nas Americas, apesar de inumeras delas serem sido destruidas pela furia das revoluções e guerras e ignoradas pela Igreja, apesar dos milagres a elas atribuidas. As que restaram foram pintadas de branco, para disfarçar sua cor, atribuida pelos padres à fumaça das velas. O culto da Virgem Negra ressurgiu no século XII, com as Cruzadas, que trouxeram inumeras estatuetas de deusas negras de suas expedições na Asia e no Egito. Na realidade, as Madonas Negras eram o disfarce sob qual as antigas deusas pagãs continuavam usando seus atributos de Mães Divinas e seus simbolos sagrados: a cor negra da sabedoria oculta, o barco para as oferendas e as "navettes" (biscoitos doces), representando o Yoni da Deusa e as cores das roupas, os canticos e as procissões.


Na Galia, comemorava-se Berecynthia, a deusa da fertilidade, reminiscencia do culto da deusa Cibele.


Mabsant, a festa da colheita das nozes no Pais de Gales, com danças e serenatas de harpas.

13 DE SETEMBRO

Celebração egípcia do Acendimento do Fogo, dedicando lamparinas acesas à deusa Nephtys e aos espíritos ancestrais.
Nephtys era uma deusa da Lua e da noite, regente do céu e do mundo subterrâneo, da água, do tempo e das aves de rapina. Filha da deusa Nut, irmã de Ísis e esposa de Geb, ela era representada como uma  Deusa Abutre, personificando a escuridão e tudo o que a ela pertence. Neste dia, os templos eram iluminados com tochas e lamparinas, reverenciando Nephtys como a Senhora dos Mortos

Para se conectar a essa poderosa deusa, use seus elementos para lhe preparar um altar: objetos de prata e ferro, galhos de cipreste, incenso de mirra, uma cruz ansata (Ankh) e penas de gaviões ou corvos. Acenda uma vela preta e ofereça-lhe suco ou pedaços de romã. Peça à deusa que proteja e encaminhe seus familiares falecidos, abrindo-lhes os portões para o mundo do silêncio e do repouso à espera do renascimento.


Comemoração de Hel, a deusa escandinava da morte, senhora do mundo subterrâneo, representada como uma mulher velha, feia e escura, cavalgando um cavalo preto. Hel ou Hella aparecia prenunciando a morte por doença ou velhice, cobrindo as almas com o seu manto e levando-as para seu reino.


Festival romano de Lectisternia, honrando os deuses Júpiter, Juno e Minerva.

12 DE SETEMBRO

Festa da deusa grega Astrea, a senhora das estrelas e dos planetas. Filha da deusa Themis e de Zeus, Astrea personificava a inocência, a perfeição e a justiça. Segundo a lenda, Astrea vivia no meio dos homens mas, quando eles se tornaram corruptos e maus, ela abandonou a Terra e se refugiou na constelação de Virgem. Fontes mais antigas descrevem-na como Erígone, a deusa regente da Constelação de Virgo, que foi chamada na Líbia de Libera ou Libra, a Senhora da Balança do Destino, juíza e governante da vida dos homens. Era invocada como a deusa protetora dos governos, as cidades e dos impérios, para que fossem dirigidos com justiça.

Na Mesopotâmia, a deusa Aderenosa, a Virgem Celestial, era a regente da Constelação de Virgem, representada como uma mulher sentada em um trono decorado com estrelas e amamentando uma criança. No Egito, as Virgens Zodiacais regiam o signo intermediário entre Leão e Libra, enquanto a deusa Ta-repy representava a Constelação da Esfinge, sinonimo de Virgem. Na Índia, Kanyá - um dos aspectos de Devi - era a deusa da Constelação de Kandra (Virgem) e a mais antiga divindade do panteão hindu.


Comemoração do casal divino Bel e Beltis, na Babilônia. Beltis foi identificada às deusas Cibele, Astarte e Belit.


Celebração de Anfitrite e Tétis, as deusas do mar na Grécia, festejadas apenas pelas mulheres com a dança Tratta.

11 DE SETEMBRO

Celebração da deusa egípcia Tauret, Mãe Criadora, guardiã do céu e do submundo, protetora dos animais selvagens. Originariamente uma deusa do céu, morando na Constelação de Ursa Maior, suas atribuições passaram a incluir a proteção dos recém-nascidos e o transporte das almas para novos destinos. Tauret é representada como um hipopótamo, com seios pendentes, uma barriga volumosa e patas de leão. Em seu aspecto escuro ela era "A Vingadora", com cabeça de leão e corpo de hipopótamo, segurando um punhal e carregando um crocodilo nas costas.

Dia das Rainhas, no Egito, honrando Hatshepsut, Nefertiti e Cleópatra, consideradas encarnações das deusas Hathor, Bast, Mut, Neith, Sekhmet, Maat, Satis e Ísis.

Nefertiti ou Aahmes Nefertari, chamada de "A esposa de Amon", foi uma rainha que governou entre 1546-1526 a.C. Ela dormia no templo de Amon e seus filhos foram considerados filhos do Deus. Após sua morte, foi deificada e considerada protetora das mulheres, guardiã da justiça e defensora das crianças.

10 DE SETEMBRO

Twan Yuan Chieh, a Cerimonia das Mulheres na China. Celebrava-se, neste dia, a deusa da Lua Chang-O ou Heng-O, com festas, danças e oferendas de bolos em forma de semi-lua chamados "jue-ping".

Os etruscos homenageavam Lalal, Losna ou Lucna, a deusa lunar, senhora da noite e da magia, com danças noturnas de mulheres e oferendas de leite de cabra e flores brancas.

Sua equivalente inca era Mama Quilla, a deusa cujo rosto redondo de prata diminuía à medida que suas forças enfraqueciam, recuperando-se com as orações e oferendas de seus seguidores. Durante os eclipses, acreditava-se que um jaguar celeste a devorava e, para impedi-lo, eram feitos rituais e sacrifícios de animais.

Antiga celebração, na Colômbia, da deusa lunar Huitaca ou Chia, que ensinou às mulheres a alegria e as artes mágicas. No Brasil, os índios tupinambá reverenciavam Muyrakitan, a "Deusa que floriu das águas". Suas sacerdotisas virgens eram chamadas "cunhatay" e preparavam os amuletos de proteção com argila verde retirada dos lagos sagrados.

É uma data propícia para reunir um grupo de mulheres, preparando um ritual e um altar para celebrar as deusas lunares. Se o tempo e a fase da lua forem favoráveis (crescente ou cheia), procurem um lugar seguro na natureza (perto de árvores, rios, cachoeira, lago ou mar). Preparem um pequeno altar com uma vela prateada ou branca, incenso de artemísia ou lótus, um cálice com água ou leite, um pouco de sal, um galho de artemísia, um espelho e um prato com biscoitos caseiros em forma de meia-lua. Criem um círculo de proteção com a artemísia e a água com sal, invoquem a deusa Luna na manifestação compatível a suas afinidades e peçam-lhe a orientação ou a ajuda da qual necessitam. "Banhem-se" na luz prateada da Lua, canalizando seus raios curativos para suas famílias, suas amigas e todas as mulheres do mundo, criando e reforçando, assim, os elos que tornam as mulheres irmãs e filhas da Lua.

domingo, 9 de setembro de 2012

9 DE SETEMBRO

Celebração na Irlanda de Flidais, a Senhora dos Cervos, deusa das florestas e dos animais selvagens que representava o instinto da liberdade e da procriação. Ela era descrita como uma mulher altiva e forte, conduzindo sua charrete puxada por oito cervos e chamando os animais da floresta de "seu gado". Sua filha, Fland, vivia sob as águas e seduzia os homens, levando-os para seu reino escuro e frio.

As tribos dos índios Haida, do Alaska, reverenciavam Gyhldeptis, a "Senhora dos Cabelos Longos", uma deusa benevolente da floresta que, se devidamente invocada, protegia os lenhadores e passantes. Os índios acreditavam que os musgos e liquens pendurados nos galhos dos cedros representavam os longos e fartos cabelos da Deusa.

Na Sardenha, homenageava-se Giane, a deusa tecelã da floresta com garras de metal e cabelos desalinhados. Enquanto tecia sua teia magica, ela entoava canções de amor para atrair os homens. Se algum fizesse amor com ela, ficaria tão enfraquecido que morreria.

Te Veilat, na Albânia, festival da colheita dos frutos dedicado à deusa da colheita Laukamate ou Laukosargas, a guardiã dos campos e à Mãe Terra.

Festival dos Crisântemos, na China e no Japão, celebrando com um vinho feito dessas flores as deusas da longevidade Ame-no-uzume e Iwa-naga-hime. É uma data importante nesses países, onde a idade avançada é sinonimo de sabedoria. O crisântemo é cultivado no Japão há dois mil anos e aparece como emblema na bandeira nacional.

Deleite-se você também com esta antiga receita: despeje um vinho licoroso, aquecido, sobre duas dúzias de crisântemos, deixando-os em infusão até desmancharem. Coe e brinde à vida e às divindades da longevidade e da sabedoria.

8 DE SETEMBRO

Antiga comemoração de Mami, também conhecida como Ma, Mah, Mama e Ninmah, a Mãe Criadora dos sumérios e protetora das mulheres durante o parto. As lendas descrevem como a deusa criou a humanidade modelando quatorze imagens de si mesma com barro vermelho. Depois de colocadas as imagens em duas fileiras unidas por uma ponte, Mami cantou e soprou sobre elas até que da fileira direita se levantaram os homens e da fileira esquerda as mulheres.
O culto a Mami atravessou o Mediterraneo e foi recebendo novas interpretações. Em vez dos simples atributos maternais, ela tornou-se uma deusa guardiã da terra e das propriedades. Ao chegar em Roma, seu mito foi totalmente deturpado e sua imagem adquiriu caracteristicas guerreiras, tornando-se Mah Bellona, uma deusa da guerra.

Celebração de Ki, a Deusa Mãe da Caldeia, a fonte primeira da vida e da matéria, a Mãe Terra ancestral.

Na Espanha celebrava-se, neste dia, Arian, a deusa da abundancia, da paz e do bem-estar, considerada a padroeira da Espanha celta.

Festa da Natividade no calendário cristão, comemorando o nascimento da Virgem Maria. Em Cuba, celebra-se Yemanjá com o nome de Virgem de Regla. Os descendentes dos iorubas oferecem até hoje, na véspera deste dia, sacrifícios de animais aos Orixás, acendendo também velas diante do altar católico. Apos a vigília, as pessoas vão dançando até a praia, acompanhadas por atabaques e cantando em sua língua nativa. Após a purificação com a água do mar, a procissão segue visitando as autoridades civis, outros altares e acaba no cemitério para homenagear os antepassados.

No Tibete, o Festival da Água celebra o espirito dos rios e fontes.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

7 DE SETEMBRO

Festival de Durga, em Bengali, na Índia. Essa deusa tem um simbolismo complexo, representando o combate ao mal, a guerra justa, os princípios do amor e da sexualidade, a inteligencia e a criatividade, o ciclo da vida e da morte. Segundo a lenda, ela foi criada pela concentração da energia ígnea dos deuses que não conseguiam vencer a batalha contra as forças do mal. Apesar de ter sido criada pelos deuses, Durga era mais forte do que todos eles e conseguiu vencer a batalha, armada com várias armas e montada sobre um tigre feroz. Durga se apresenta de várias formas, tendo inúmeros nomes e atributos conforme seu lugar de culto.

Celebração da Daena, a Deusa Mãe persa, guardiã das mulheres. Filha da deusa da fertilidade Armaiti, Daena é também a Condutora das Almas. Ajudada por um cão mágico, que sabe distinguir entre o bem e o mal, Daena conduz as almas, ora para o céu, ora para o mundo subterrâneo. Geralmente, ela era invocada com Kista, a deusa do conhecimento religioso, protetora dos seres humanos.

Vendimia, festa da colheita das uvas na Espanha.

Dia dos Avós: reverencie-os hoje, mostrando sua gratidão e amor por tudo que fizeram, viveram, ensinaram e deixaram de herança.

Dia dedicado aos Curadores e a todos aqueles que têm o dom da cura e o usam de forma altruista para ajudar seus semelhantes.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

6 DE SETEMBRO

Dia da deusa Tonantzin, no México, celebrada em sua versão moderna como Nossa Senhora dos Remédios. Deusa Mãe dos astecas, guardiã da Terra e do tempo, Tonantzin era honrada com danças de mulheres vestidas com roupas brancas e cobertas de conchas e penas de águia. No dia seguinte, os homens das comunidades batiam nas mulheres com pequenos sacos recheados de folhas verdes, simbolizando a renovação da força vital.

Celebração de Salus, a deusa romana da cura e do bem-estar. Acredita-se que ela era uma antiga deusa agrícola dos Sabinos, adotada pelos romanos e transformada na padroeira do bem-estar das pessoas e da comunidade. Ao adotar alguns atributos da deusa grega Hygeia, Salus tornou-se uma deusa da cura e da saúde.

Invoque você também o poder de cura da Grande Mãe para despertar sua capacidade regeneradora e ativar sua energia vital. Use os recursos da natureza - Sol, ar, terra, água, ervas, argila, cristais ou florais - para aumentar sua vitalidade e libertar-se, assim, da necessidade constante dos remédios e produtos artificiais.

Situa, antigo festival inca para  afastar os espíritos das doenças por meio de oferendas de sangue.

5 DE SETEMBRO

Comemoração das deusas Bereginy, um grupo de deusas eslavas da fertilidade, das florestas e dos animais selvagens. Eram representadas metade mulher, metade animais (ursos, lobos, pássaros ou peixes). Seu culto era feito nas florestas de bétulas, perto dos rios ou dos lagos, reservado exclusivamente às mulheres.

No Brasil, os índios Camayurá reverenciam Noitu, a mãe do Sol Kuat e da Lua Yai, protetora dos animais selvagens, aparecendo em forma de onça.

Celebração Nanda Devan, na Índia, para Nanda Devi, a deusa das montanhas que gerou o monte e o Rio Ganges, Era honrada como a Deusa Abençoada, a que matou um demônio disfarçado de búfalo.

Festival de Ganesha, na Índia, o deus da prosperidade e da boa sorte. Filho de Shiva e Parvati, Ganesha tinha um corpo rechonchudo e cabeça de elefante. Era considerado o padroeiro da literatura, sendo invocado pelos estudantes, que lhe ofertavam frutas e bolos de arroz no inicio do ano escolar e às vésperas das provas.

Guie-se pelas influencias deste dia e adquira uma estatueta ou imagem de urso, lobo, águia, búfalo ou elefante. Conecte-se a esses animais totêmicos e às suas divindades correspondentes em seus momentos de fragilidade ou insegurança.

4 DE SETEMBRO

Na Melanésia e na Nova Guiné, celebração de Goga, a deusa do fogo, do tempo, da chuva e do conhecimento. Representada como uma mulher velha e sábia, Goga criou o fogo de dentro de seu corpo, Alguns homens lhe roubaram um galho incandescente e, ao serem perseguidos por Goga, deixaram cair o galho e incendiaram uma arvore. Goga tentou apagar o fogo com chuva mas dentro da árvore morava uma serpente, cuja cauda ficou em brasa. O fogo foi apagado pela chuva, mas o rabo da serpente continuou fumegando e foi dele que os homens conseguiram, enfim, acender suas primeiras fogueiras.

Antigo festival na Africa celebrando os espíritos das fontes e Igoni, Imo e Azarir, as deusas dos rios.

Cerimonia Cahambal, na Guatemala, com procissões e oferendas para apaziguar as divindades maias.

Marathonia, celebração dedicada a Ártemis, precursora dos Jogos Olímpicos, constituída de demonstrações e competições esportivas e artísticas.

Anpu, ritual egípcio da transformação.

3 DE SETEMBRO

Lakon, cerimonia de cura realizada pelas mulheres dos índios Hopi honrando as Donzelas das Quatro Direções.

Akwambo, festival anual de Abertura dos Caminhos em Ghana. Honravam-se as divindades das águas Aberewa, Abenawa e Amelenwa, pedindo suas bençãos para "abrirem os caminhos".

Seguindo a tradição xamanica, prepare você também seu ritual pessoal de cura. Vá para um lugar tranquilo, perto da natureza, junto a arvores, pedras ou agua. Leve consigo um chocalho e um pouco de fubá. Salpique fubá no chão fazendo um círculo. Entre nele e saúde as Quatro Direções. Invoque as divindades e os atributos dos Quatro Caminhos, virando-se para cada direção, sacudindo o chocalho e oferecendo fubá. Para o Leste, peça clareza e coragem, inspiração e iluminação. Para o Sul, peça confiança, segurança e equilíbrio emocional. Para o Oeste, peça saúde, proteção e prosperidade. Para o Norte, peça renovação, abertura mental, sabedoria e discernimento.
Finalize pedindo aos Espíritos da Natureza e a seus aliados que abram seus caminhos para você poder concretizar seus projetos e aspirações.

As divindades da água correspondentes, nas tradições nativas brasileiras, são as três sereias do mar Janaina, Jandira e Yara, a Mãe d'Água, Taru - uma deusa do rio - e Oyá, Oxum e Yemanjá - deusas dos cultos afro-brasileiros.

domingo, 2 de setembro de 2012

2 DE SETEMBRO


Celebração de Asase Yaa, a Grande Mãe Terra do povo Ashanti, na Africa. Asase Yaa ou também Aberewa e Asase Efua, era uma importante divindade da Africa Ocidental. Ela era a criadora da humanidade e a condutora das almas após a morte. As pessoas invocavam-na na hora do plantio e também quando honravam seus ancestrais. Seu dia sagrado era a quinta-feira, quando a terra e os camponeses descansavam. O cristianismo encontrou uma forte oposição ao tentar mudar o dia do descanso e ao designar as igrejas como lugar de oração, já que o local sagrado era a terra, onde a Deusa morava. Até hoje os Ashanti oram:

"Mãe Terra, quando morrer, irei para o teu ventre. Enquanto viver, dependo de ti. Por isso te amo e te reverencio".

Festival da Videira na Grécia, dedicado a Dionísio, o filho da deusa lunar Sêmele e à Ariadne, a deusa lunar de Creta.
Ariadne era uma antiga deusa cretense, senhora da vegetação e do mundo subterrâneo, precursora de Perséfone, venerada somente por mulheres. Com a chegada dos gregos, convertendo à força seus seguidores, a deusa foi transformada em uma simples mortal, tendo ajudado o herói Teseu a sair do labirinto minoano ao dar-lhe um novelo de linha.

Cerimonia da deusa Gauri, na Índia, um aspecto pouco conhecido da deusa Durga. Gauri significa "A Dourada", considerada a padroeira dos casamentos e dos nascimentos. Neste dia, as pessoas comiam e ofereciam-lhe doces com mel, para que a Deusa lhes abençoasse com a doçura da vida.

1º DE SETEMBRO

Dia de Radha, a deusa hindu do amor, "A mais amada", considerada uma encarnação de Lakshmi, a deusa da abundancia. Era amante de Krishna, o consorte de Lakshmi. O amor entre Radha e Krishna foi imortalizado em vários poemas e Radha, ainda hoje, é honrada como Shakti - a energia feminina -, aparecendo como uma linda mulher nua, adornada de jóias e flores. Era venerada por homens e mulheres como o próprio principio feminino cósmico.

Thargelia, festival grego dos primeiros frutos. Acreditava-se que dava azar não celebrar a colheita dos primeiros frutos, esquecimento que atrairia pragas, seca ou fome. As pessoas levavam suas oferendas para os templos de Deméter, onde as sacerdotisas ofereciam uma parte à Terra, guardando a outra para seu consumo.

Havia um encantamento especial para atrair sorte para a comunidade. Rapazes e moças que não tenham tido nenhum contato com a morte, carregavam galhos de oliveiras, chamados "eiresione", no qual haviam sido pendurados vários produtos naturais (lã tosada das primeiras ovelhas tingida de vermelho e branco, bolotas de carvalho, figos, tâmaras e bolos de cevada). Esses galhos eram colocados nas casas como um talismã, para atrair as colheitas fartas e como proteção contra as pragas.

No final da celebração, as pessoas festejavam comendo bolo de cevada, pão fresco, queijo de ovelha, azeitonas, alho poró, frutas, mel e vinho. Ofereciam-se também musicas para a Deusa e os cantores premiados recebiam uma benção especial.

Neste dia, a tribo dos índios apaches festejava a Cerimonia do nascer do Sol, marcando o rito de passagem das meninas para a puberdade. Antes do Sol nascer, as meninas, vestidas com roupas novas e enfeitadas com turquesas e um disco de abalone em suas testas, eram levadas a um lugar sagrado. Orando e cantando, elas esperavam até que os primeiros raios solares tocassem o disco de abalone. Acreditava-se que neste momento, A Mulher que Muda ou A Mulher Concha Branca, ("Changing Woman" ou "White Shell Woman") abençoava as meninas, transformando-as em mulheres. A Mulher que Muda era a deusa da terra dos apaches, que jamais envelhecia, apenas se modificava, renovando sempre suas feições.

SETEMBRO

No antigo calendário romano, Septem era o sétimo mês. Apesar da mudança do calendário e do acréscimo de outros meses, seu nome permaneceu o mesmo e Pomona, a deusa romana padroeira dos frutos e das arvores frutíferas, foi escolhida sua regente.

O nome irlandês deste mês era Mean Fomhair, o anglo-saxão Haligmonath e o nórdico Witumonath. Os povos nativos o chamavam de Lua do Vinho, Lua da Cantoria, Lua do Esturjão, Lua da Madeira, Lua quando o Gamo bate a pata no chão e Mês Sagrado, entre outros.

No calendário sagrado druídico, a letra Ogham correspondente é Muin e a planta sagrada é a videira. Seu lema é "para tomar as decisões certas e fazer as escolhas corretas, entre em contato com sua voz interior".

As pedras sagradas são a safira azul e a olivina. As deusas regentes são Ariadne, Asase Yaa, Deméter, Gauri, Medusa, Meditrina, Mami, Nephtys, Perséfone, Radha, Themis e Tonantzin.

Neste mês, em vários lugares no hemisfério norte, era celebrado o equinócio de outono, chamado pelos celtas de Sabbat Mabon ou Alban Elfed. Reconhecia-se e comemorava-se a diminuição da luz, do calor e do ritmo da vida, à espera dos meses de atividade reduzida e de introspecção. Começava a regência das "Deusas Escuras", as Senhoras da Noite, do mundo subterrâneo, da morte, da reencarnação e dos mistérios espirituais. Os povos celtas e escandinavos consideravam este mês um tempo para o desenvolvimento do ser, olhando para dentro e alem de si mesmo, observando a realidade em sua totalidade e não apenas o mundo cotidiano. O espirito iniciava sua ascensão em espiral, saindo de Abred - o mundo material - para Gwynvyd - o mundo da iluminação espiritual.

A mais famosa cerimonia grega - os Grandes Mistérios Eleusínios - homenageava as deusas Deméter e Perséfone. Cercados de profundo mistério e silencio, esses rituais eram reservados apenas aos iniciados e reencenavam os mistérios da morte e do renascimento. Outra importante festa grega era dedicada à deusa Themis, guardiã da ordem social e da consciência coletiva, protetora dos inocentes e executora dos que transgrediam a lei.

No Egito, a cerimonia do "Acendimento dos Fogos" celebrava os deuses e as deusas, colocando-se lanternas e tochas em todos os altares e estatuas. Festejava-se, também, Thot, o deus lunar com cabeça de ibis, senhor das palavras sagradas e das leis da magia.

Na China, reverenciava-se a Lua durante o festival de Yue Ping, no qual as pessoas presenteavam os amigos com bolos em forma de meia-lua ou lebre. Na Índia, a deusa Gauri era homenageada com doces feitos com mel, os quais eram depois comidos pelas pessoas para terem mais doçura em suas vidas.

Também os incas celebravam a Lua, na forma da deusa Mama Quilla, durante o ritual de purificação e agradecimento Citua, próximo ao equinócio.

A entrada do Sol no signo de Libra e as antigas celebrações do equinócio proporcionam, neste mês, oportunidades para buscar o equilíbrio entre a luz e a escuridão, a razão e a emoção, a matéria e o espirito. É um tempo propicio para organizar sua vida e buscar soluções para seus problemas físicos, mentais, emocionais e espirituais.

sábado, 1 de setembro de 2012

31 DE AGOSTO

Anant Chaturdasi, festival de purificação das mulheres hindus dedicado à deusa Ananta, senhora do fogo criador e da força vital feminina.
Ananta, cujo nome significa "o infinito", era descrita como uma grande serpente; seus grandes anéis serviam de apoio aos deuses hindus durante seu sono ou durante seu repouso nos períodos de atividade. Esse mito é similar ao egípcio, que descreve a deusa serpente Mehen, "A Toda Envolvente", enroscando-se ao redor do deus enquanto ele "morria" a cada noite, no mundo subterrâneo. Segundo os historiadores, Ananta é a precursora cósmica de Kundalini, a serpente ígnea que se enrosca na base da coluna e cujo despertar leva à iluminação.

Procissão de Eyos, na Nigéria, antigo ritual de purificação espiritual das famílias. As pessoas, usando mascaras de demônios e escondidas sob longas túnicas brancas, caminhavam em procissão pelas ruas de Lagos, afugentando os espíritos obsessores e as almas perdidas com tochas e tambores.

Aproveite essa antiga egregora e faça um ritual de purificação. Defume sua casa, queime tabletes de canfora, salpique água do mar e toque sinos ou chocalhos para afugentar as más vibrações. Depois, acenda uma lamparina ou vela amarela, abrindo as portas e janelas e invocando as Deusas e os Espíritos de Luz a entrarem em sua morada. À deusa Ananta, entregue a orientação de seu caminho espiritual.

30 DE AGOSTO

Antigamente, na Grécia, celebrava-se, nesta data, Charistheria, festa com oferendas e agradecimentos para a deusa da caridade Charis, uma das Caritas.
As Caritas ou Graças, eram antigas manifestações da Deusa Tríplice doadora das "graças" (Charis em grego e caritas em latim), ou seja, os dons que vinham do céu e das estrelas.. Os romanos chamaram-nas de Vênia, considerando-as aspectos benevolentes da deusa do amor Vênus. As Graças eram emanações da Deusa e seus nomes eram Aglaia, a brilhante, Thaleia, aquela que traz as flores e Euphrosyne, a alegria do coração.
Elas eram as parteiras dos deuses, as padroeiras da arte, da música, da poesia e da dança, as Ninfas Celestes atendentes da Deusa, sendo representadas como três mulheres nuas dançando. O cristianismo despojou a palavra "caritas" de qualquer conotação sexual, atribuindo-lhe um significado puramente ascético. Caridade tornou-se, assim, um requisito para conseguir um lugar no céu, empobrecendo o significado inicial de "charis" (amor, afeição, hospitalidade, generosidade e compaixão). As Graças não mais representavam a amplitude dos aspectos da Deusa, mas apenas liberalidade e sensualidade.

Dia de Santa Rosa de Lima, no Peru e de Santa Lúcia Rosa, na América hispânica, ambas cristianizações da Deusa da Luz.

Oferendas para a deusa hindu da terra Tari Pennu, visando assegurar a fertilidade da terra e a fartura das colheitas. Tari Pennu era uma deusa ancestral do povo dravidiano de Bengala. Segundo a lenda, ela recusou-se a aceitar os avanços amorosos do Sol, preferindo ficar só. Para se vingar, o Sol criou as mulheres para amá-lo e servi-lo, mas elas se recusaram a venera-lo, dedicando-se ao culto da Mãe Terra. Antigamente, para invocar as bençãos de Tari Pennu para a abundancia das colheitas, as mulheres lhe ofertavam seu sangue menstrual. Com o passar do tempo, os homens começaram a lhe sacrificar animais e, às vezes, mesmo os prisioneiros de guerra, atribuindo à deusa atributos sanguinários e malévolos, como provocadora de doenças, desgraças, fome e morte.

29 DE AGOSTO

Aniversário de Hathor, a deusa egípcia do céu e do mundo subterrâneo, mãe e filha do Sol. Reverenciada ao longo de três milênios, Hathor foi representada com vários nomes e apresentações. Fosse como leoa ou vaca alada, mulher ou árvore, ela sempre simbolizava a complexidade do potencial feminino e patrocinava os prazeres da vida: musica, dança, artes, cosméticos e amor. Suas festas incluíam rituais sexuais celebrando o amor e o prazer. Este dia marca o inicio do Ano Novo egípcio.

Celebração da deusa do mar Ahes ou Dahut, na Bretanha, cristianizada como Santa Anna. Os marinheiros e pescadores temiam suas aparições, na forma de uma linda sereia, que os iludia e enfeitiçava com seu canto até que se perdessem no mar. De lá, ela os recolhia, levando-os para seu frio e escuro reino no fundo do mar.

Ritual anual de Gelede, na Nigéria, para afastar os espíritos malignos com o uso de mascaras grotescas, tambores, chicotes e espanadores de palha com guizos.