quarta-feira, 6 de março de 2013

1º DE MARÇO

Dia dedicado à deusa greco-romana Héstia ou Vesta, a guardiã da chama sagrada e protetora da família e da comunidade. Neste dia, os gregos renovavam em suas lareiras o fogo perpétuo, invocando a proteção de Héstia para seus lares.

Aproveite esta data e invoque a benção de Vesta para seu lar, acendendo uma vela branca e oferecendo à Deusa um pão (feito em casa) e um pouco de sal, em um prato branco virgem. Purifique sua casa queimando um tablete de canfora, mentalizando a queima das larvas astrais e mentais e a remoção dos maus fluidos. Reúna seus familiares e, de mãos dadas, orem pedindo harmonia e proteção. Em seguida, compartilhem do pão e do sal, deixando um pouco para colocar na terra.

Chisungu, ritual de iniciação feminina na Zâmbia. Começam neste dia e duram por algumas semanas as cerimonias de preparação das meninas para a entrada na puberdade. As moças permanecem reclusas, recebendo alimentação especial e os ensinamentos da "condição feminina" e das tradições dos antepassados. Em certas sociedades matrilineares africanas, ainda se preservam estes antigos ritos de passagem, infelizmente esquecidos e ignorados pelos países "civilizados", porém tão necessários para marcar essa importante transição na vida da menina-moça.

Na Romênia, neste dia, os namorados e amigos se presenteiam com pequenos medalhões ou berloques, presos com uma trança muito fina feita de fios de seda vermelhos e brancos. Antigamente, em vez dos enfeites prontos, as moças teciam minúsculas estrelas de cinco pontas ou de sete pontas nas mesmas cores, presenteando seus noivos ou maridos. Ninguém sabe ao certo o significado verdadeiro mas acredita-se que é um "sinal da primavera" e, possivelmente, uma reminiscência dos antigos ritos de fertilidade: o vermelho do sangue menstrual e o branco do sêmen criando a vida.

Celebração romana Matronália, dedicada à deusa Juno Lucina, a protetora dos recém-nascidos, das mulheres e da família.

MARÇO

Mês dedicado ao deus romano Marte ou Marvos, padroeiro da guerra e da agricultura. Marte apresentava-se sob três aspectos: como deus da guerra, chamava-se Gradivus; como deus silvestre dos campos e dos bosques, Silvanus e como padroeiro do estado romano, Quirinus. Sua consorte era Nerine ou Nereis, a deusa da guerra, equivalente à deusa romana Bellona.

Na Irlanda, este mês era chamado Mian Mharta, enquanto os saxões o chamavam Lentzinmonath, o mês da renovação. No calendário sagrado druídico, a letra Ogham correspondente é Nuin e a árvore é o freixo. O lema do mês é: "liberte-se das amarras e livre-se dos conflitos".

As pedras sagradas deste mês são o jaspe sanguíneo e a água-marinha. As divindades regentes são Marte, Vesta, Rhiannon, Ísis, Juno, Flora, Anna Perena, Ua Zit, Rhea, Astarte, Athena, Eostre, Sheelah Na Gig, Cibele, Bast, Maat, Ártemis, Ishtar e Anu.

Os povos nativos nomearam este mês de várias formas: Lua da Tempestade, Lua dos Ventos, Lua do Arado, Lua das Sementes, Lua do Corvo, Lua da Seiva e Mês da Renovação.

Para os romanos, este mês representava o início do Ano Novo, começando no equinócio da primavera, em torno do dia 21, data mantida até hoje como o início do Ano Zodiacal. Os gregos renovavam o fogo sagrado em suas lareiras, invocando a proteção da deusa Vesta para seus lares.

As mulheres romanas louvavam neste mês a deusa Juno Lucina, a protetora das crianças, das mulheres e das famílias. Na Grécia antiga, comemorava-se a chegada da primavera com competições esportivas e artísticas dedicadas à deusa Athena, com a festa das flores Anthesteria homenageando a deusa Flora e com as procissões de Junonália, para a deusa Juno.

Em Canaã celebrava-se a deusa Astarte com oferendas de ovos pintados de vermelho, simbolizando o despertar da natureza e a energia de um novo ciclo. Também na Europa, faziam-se oferendas de ovos coloridos para a deusa da fertilidade e do renascimento Eostre, cujo nome originou a palavra anglo-saxã Easter (Páscoa) e a raiz do nome do hormônio feminino, estrogênio. Nos países celtas, celebravam-se várias deusas: Rhiannon, do amor; Sheelah Na Gig, da sexualidade e Anu, da abundância.

As comemorações da deusa romana da terra, Cibele, reencenavam os antigos mistérios da morte/renascimento, representados pela ressurreição de seu filho e consorte Attis, enquanto que as celebrações da deusa Anna Perena visavam atrair a fertilidade, a prosperidade e a abundância da terra. No Egito, comemorava-se Ísis, a deusa dos mil nomes; Bast, a deusa solar; Ua Zit, a deusa serpente e Maat, a deusa da justiça.

No Japão, o festival dos bonecos Hina Matsuri homenageava as Deusas-Meninas, enquanto que na China comemorava-se a deusa do céu Hsi Wang Mu e na Índia as mulheres reverenciavam Gauri, a protetora dos casamentos.

O festival inca Pacha Puchy era dedicado ao amadurecimento da terra e das colheitas.

Neste mês celebra-se, na tradição Wicca, o Sabbat Ostara ou Alban Eilir, comemorando o renascimento da natureza e o desabrochar da vegetação, o crescimento e a renovação.

Para contra balançar as energias tempestuosas e belicosas marcianas recomendam-se, neste mês, exercícios de equilíbrio e centramento pessoal, bem como a renovação e a harmonização nos relacionamentos (afetivos ou profissionais). É um mês adequado para iniciar uma terapia corporal bio energética, desbloquear, liberar ou transmutar os sentimentos de raiva e belicosidade, reconhecer e se libertar das amarras ( hábitos mentais ou comportamentais, dependências, padrões repetitivos, complexos e fobias) e iniciar novos projetos e empreendimentos.

segunda-feira, 4 de março de 2013

29 DE FEVEREIRO

Segundo antigas lendas irlandesas, neste dia as mulheres poderiam propor casamento a seus namorados ou escolhidos. As monjas do Santuário de Santa Brighid, em Kildare, tentaram reivindicar esse direito e São Patrick permitiu-lhes essa  "liberdade de escolha" somente a cada sete anos. Face à insistência de Santa Brighid, o prazo foi reduzido para quatro anos, correspondendo aos anos bissextos.

A escritora e militante feminista Zsuzsanna Budapest vê nesta história o conflito criado entre a antiga cultura da Deusa - que considerava todos os atos de amor manifestações de sua essência - e a repressão eclesiástica patriarcal - que impedia a liberdade de expressão e de escolha das mulheres.

Dia dedicado à deusa Brighid, reforçando, assim, sua proteção no início e no fim deste mês, nos anos bissextos.

28 DE FEVEREIRO

Celebração, na Pérsia, da deusa da terra Zamyaz ou Zamyna, chamada de "o gênio da terra". Reverenciam-se várias deusas da terra e dos grãos, em várias partes do mundo, como Ceres, Deméter, Gaia, Tellus Mater e A Mãe do Milho.

Prepare, você também, uma pequena oferenda para a Mãe Terra. Coloque em um prato cevada ou trigo em grão e enfeite com folhas de louro e várias moedas. Acenda uma vela verde ou marrom e um incenso de louro ou patchouli. Acrescente algumas pedras ou um cristal, um pouco de terra vegetal e leve a oferenda a uma mata ou deixe-a sob uma árvore.

Medite um pouco a respeito de sua contribuição em favor da Terra, agradecendo à Mãe por seu sustento e por sua saúde, orando por todos aqueles que ainda não despertaram para a necessidade de zelar ou proteger a integridade de nosso planeta e do meio ambiente

Celebração de Erzulie, a deusa haitiana do amor e da sexualidade. Em seu aspecto benéfico, a deusa era a protetora dos namorados, porém, em seu aspecto escuro, ela promovia ciúmes, discórdias e vinganças.

Comemoração de Dione, antiga deusa pré- helênica, regente da sexualidade e da inspiração. Com atributos semelhantes a Juno e Diana, Dione foi, posteriormente, transformada em uma Oceânide.

27 DE FEVEREIRO

Dia da Anciã, uma das manifestações da Deusa Tríplice, detentora da sabedoria. A Anciã podia ser representada por inúmeras deusas, como Morrigan, Baba Yaga, A Mulher que Muda, Befana, Hecate, Cailleach, Edda, Hel ou Sedna. Esse aspecto da Deusa corresponde aos rituais de mudança e transformação, aos períodos de transição e à sabedoria da mulher pós- menopausa que, ao guardar seu sangue, adquire novas habilidades psíquicas, mentais e espirituais.

Celebração da deusa grega da natureza e do tempo Pyrrha, a filha da deusa da terra Pandora. Originariamente, Pandora - cujo nome significa "A Doadora" - era a própria terra, sua energia alimentando as plantas, os animais e os homens. Sob o nome de Anesidora - "aquela que dá as dádivas" -, a deusa era representada como uma mulher gigante saindo da terra por um túnel aberto com machados de pedra pelos gnomos. Com o advento da sociedade patriarcal, Pandora foi transformada em uma vilã, responsável por ter aberto a caixa com todos os males do mundo, assim como Eva, considerada no Velho Testamento como a causa original do pecado e dos males da humanidade.

26 DE FEVEREIRO

Dia de Hygéia, deusa dedicada à cura e à prevenção das doenças. Originariamente uma deusa do norte da Africa, Hygéia foi, posteriormente, adotada pelos romanos. Era representada como uma mulher robusta, madura, tendo uma serpente enrolada a seus pés.

Hygéia era um dos títulos da deusa Rhea Corônis, designando um de seus fartos seios. O outro seio era chamado de Panacéia, resumindo as qualidades desta Deusa. Posteriormente, os mitos patriarcais transformaram Hygéia e Panacéia nas filhas de Esculápio, o deus da cura.

Aproveite a data e faça uma reavaliação de seu estado de saúde e de seus hábitos alimentares, mentais e emocionais. Assuma um compromisso para cuidar melhor de seu corpo e comece já aquela dieta, exercício físico ou terapia, sem se desculpar ou adiar mais.

Um encantamento antigo nos ensina como nos livrarmos de algum mal específico. Escreva o nome da doença (ou descreva seus sintomas) em um papel verde. Dobre-o várias vezes e enterre-o sob uma planta, pedindo à Mãe Terra que livre você de todo o mal. Se a planta morrer, coloque outra em seu lugar e agradeça-lhe pelo serviço prestado.

Na tradição Wicca, a noite deste dia é chamada de "A Noite do Pentagrama". Para reafirmar sua conexão ou dedicação à Antiga Tradição, coloque um pouco de cinzas (recolhidas da fogueira de Yule) em seu caldeirão. Invoque a Deusa e trace, com seu dedo indicador coberto com as cinzas, o simbolo do pentagrama sobre seu coração assim que o relógio marcar meia-noite. Na falta das cinzas de Yule, recolha as cinzas de ervas sagradas queimadas em seu caldeirão, como sálvia, lavanda, manjericão ou cedro. 

25 DE FEVEREIRO

Dia de Nut, a Grande Deusa do Céu egípcia. Ela era representada como uma figura feminina, formando um arco sobre a terra, seu cabelo caindo como chuva e apoiando-se no céu estrelado.Pintada nos sarcófagos, ela era a Mãe que recebia a múmia, cuidando de seu corpo até a ressurreição

Celebração da deusa germânica da morte e da imortalidade Holla ou Holda, manifestada nos ventos frios do inverno. Ela recolhia as almas durante sua "Cavalgada Selvagem" e preparava os campos para os novos plantios, limpando com seu sopro os resíduos das colheitas anteriores. Há vários mitos e significados atribuídos a esta deusa antiga e complexa. Originariamente, era uma deusa guardiã da terra, das famílias e do fogo das lareiras. Os missionários cristãos transformaram-na no demônio, zeladora do fogo do inferno, padroeira das bruxas e ladra das crianças rebeldes.

24 DE FEVEREIRO

 "Shivaratri", comemoração hindu de Shiva, o deus da destruição e da renovação. Neste dia, as pessoas jejuavam e se reuniam em vigília em seu templo, acendendo lamparinas a óleo e orando a noite toda.

Shiva podia ser representado dançando, cavalgando um touro branco ou ornamentado com cobras e um colar de crânios. Era considerado um deus do ritmo cósmico, da cadeia metabólica e catabólica dos processos vitais e do ciclo nascimento/morte/renascimento. Sua consorte é a deusa Parvati e um de seus filhos é Ganesha, o deus com cabeça de elefante.

Em Roma, "Regifugium", comemoração inspirada em um antigo ritual de sacrifício ou substituição do Rei do Ano para que a terra se renovasse e frutificasse por meio de um novo rei. Este novo rei deveria ser escolhido pela Deusa e coroado por suas Sacerdotisas. Segundo as antigas crenças, quando a terra não produzia ou calamidades naturais aconteciam, a culpa era do Rei. Como sua energia não era mais capaz de fertilizar ou de proteger a terra, ele deveria ser sacrificado ou substituido. Esse ritual foi abolido com o advento das monarquias e da sucessão familiar ao trono.

Celebração nas Antilhas da deusa da fertilidade Attabei, a Criadora Primordial, cultuada por uma casta de sacerdotisas similares às Amazonas e com vários outros nomes, como Attabeira, Momona, Guacarapita,Iella e Guimazoa.  

23 DE FEVEREIRO

Terminália, festival do deus romano Terminus. Antigamente, neste dia, os camponeses colocavam mel e vinho sobre as pedras que demarcavam suas terras para ativar seu poder de proteção.

Celebração eslava para Erce, a deusa da terra, protetora dos campos e das plantações. Para atrair sua benevolencia, despejava-se leite, mel, vinho e fubá sobre os campos e nos cantos das propriedades.

Medite sobre a "invasão" das fronteiras de seu espaço. Descubra como você pode se proteger, invocando o deus Terminus e a deusa Erce, colocando barreiras e fechando as brechas de sua "aura" com escudos de proteção psíquica (mentalizando e visualizando cores, formas e símbolos).

Crie também um cinturão energético de proteção ao redor de sua casa ou propriedade. Plasme seus "guardiões" e coloque nos quatro cantos da casa ou do terreno, pedras ou cristais programados para repelir as energias intrusas. Prepare um canteiro ou um vaso com plantas "protetoras", como arruda, manjericão, pinhão-roxo, guiné, comigo-ninguém-pode, espada e lança de Ogum e algum símbolo rúnico ou cabalístico. Se preferir, confeccione uma "garrafa mágica" enchendo uma garrafa vazia com vários pregos, pedaços de ferro e agulhas, que interceptam e desviam as ondas e energias negativas vindas em sua direção. Não esqueça de homenagear a deusa Erce ou a Mãe Terra, oferecendo-lhe fubá, leite, mel e vinho nos cantos de seu terreno ou sob alguma árvore ou arbusto.

22 DE FEVEREIRO

 Festival romano Charistia, dedicado à deusa Caristia ou Concórdia, comemorando a reconciliação e a harmonia entre as pessoas. As famílias reuniam-se, festejando a resolução de conflitos com banquetes, música e troca de presentes.

Os gregos reverenciavam Ececheira, a deusa da concórdia e dos armistícios. Durante os jogos olímpicos, ela era especialmente homenageada para que a paz fosse mantida e as hostilidades evitadas.

Inspire-se nesta antiga comemoração e harmonize-se com seus familiares, esquecendo mágoas e ressentimentos, perdoando as falhas e superando as desavenças. Prepare alguns "quitutes" seguindo as receitas de sua avó ou os pratos típicos de sua herança ancestral. Reúna sua família, comunique-se com os parentes que moram longe, lembre os "bons tempos de outrora" folheando álbuns de fotografias, recordando as lembranças agradáveis e as histórias familiares. Brinde, depois, à harmonia familiar, coletiva e planetária e assuma o compromisso de dar sua contribuição para alcançar esse objetivo. 

21 DE FEVEREIRO

Festival das Lanternas na China, celebrando Kwan Yin, a deusa da compaixão, salvação, cura, benevolência e paz e o retorno da luz.

A veneração desta Deusa é mais antiga que o budismo, conhecida também com o nome de Nu Kwa. Como a Grande Mãe oriental, Kwan Yin é invocada em todos os momentos de necessidade, de perigo ou sofrimento. As mulheres oram, repetindo seu nome como um mantra, oferecendo-lhe incenso, laranjas e especiarias. Em sua festa, nas casas e nos templos, são acesas lanternas de todos os tamanhos, formas e cores (menos o branco, que é cor de luto). Nas ruas, as pessoas carregam figuras de dragões e leões para atrair a boa sorte.

Para homenagear Kwan Yin, adquira sua estatueta e prepare-lhe um altar onde possa invocá-la e expor-lhe seus problemas ou aflições. Queime incenso de sândalo, cante seu nome (Kwan Yin, Nu Kwa) e envie-lhe sua oração, soprando-a na fumaça do incenso.

Em Roma, dia de oferendas para os espíritos dos mortos, deixando provisões de comida em seus túmulos. Na civilização etrusca, homenageava-se Vanth, a deusa da morte, representada como uma mulher com asas, touca e véu na cabeça, segurando uma chave com a qual abria o tumulo para que os mortos pudessem sair e confraternizar-se com os familiares vivos. 

20 DE FEVEREIRO

Ferália, festival romano de purificação. Após os festejos anteriores - Parentália, Lupercália, Fornacália -, os templos eram fechados, os festejos proibidos, as casas limpas e as roupas lavadas. As pessoas se recolhiam e reverenciavam os espíritos dos mortos com preces e oferendas de comidas levadas a seus túmulos.

Comemoração da deusa romana da ordem e do silencio, Muta e da deusa padroeira do lar, Larunda. Também comemorava-se Lara, a Mãe dos Mortos, senhora do mundo subterrâneo e os Lares, os espíritos protetores das casas.

Aproveite a data e faça uma boa limpeza em sua casa defumando e aspergindo água do mar com uma "vassourinha" feita de galhos verdes de bambu ou eucalipto. Acenda, depois, uma vela branca e um incenso de mirra em cada comodo de sua casa. Toque um chocalho ou um sino visualizando a saída das energias negativas e a entrada do equilíbrio, paz e harmonia. Tome, depois, um banho de purificação com sal grosso e com a essência de seu signo. 

Recolha-se, permaneça em silencio e medite um pouco a respeito dos pontos escuros de sua vida. Projete sobre eles raios de luz dourada e planeje uma nova postura ou ordem em sua vida, descartando o supérfluo.

19 DE FEVEREIRO

Celebração das deusas sumerianas das águas Nammu e Nina, um dos aspectos de Inanna. Como deusa das Aguas Primordiais, Nammu assistiu à deusa Mami na criação da raça humana. A deusa Nina, chamada de Rainha das Águas, era representada com corpo de mulher e cauda de peixe ou serpente.

Comemoração de Moruadh, a sereia celta com corpo de mulher e rabo de peixe, cabelos verdes, nariz vermelho e olhos de porca. Os pescadores lhe ofereciam conhaque para evitar que ela rasgasse as redes ou afundasse seus barcos.

Segundo as lendas, Minerva, a deusa romana da sabedoria e da justiça, nasceu neste dia.

Dia de Tácita, a deusa romana do silencio. Aproveite a data e acenda uma vela preta pedindo à deusa Tácita que queime nela todos os boatos negativos, as calúnias e as palavras maldosas direcionadas a você, à sua profissão ou ao seu relacionamento. Unte, depois, uma vela branca com essência de heliotrópio e acenda-a, pedindo à deusa que silencie para sempre as más línguas e impeça as discussões e fofocas ao seu redor.

18 DE FEVEREIRO

Spenta Armaiti, a festa persa das mulheres cultivadoras da terra, celebrando a deusa da fertilidade Spandaramet. As Sacerdotisas de seus templos realizavam rituais de fertilidade, invocando as forças da terra e o poder da Deusa.

Nos países bálticos homenageavam-se várias deusas da terra. Na Lituânia, Laume, além de associada ao plantio e à tecelagem, era representada como uma mulher sedutora, com seios redondos e longos cabelos louros. Na Estônia, Ma-emma nutria e protegia todos os seres vivos enquanto na Letônia, a deusa Zeme tinha setenta irmãs, cada uma tendo atribuições específicas relacionadas à fertilidade da terra e  dos animais.

Para realizar um encantamento com terra, beneficiando algum projeto a longo prazo, escolha cuidadosamente algumas sementes, dando preferência às plantas relacionadas a seu signo zodiacal. Prepare um vaso com terra vegetal e segure as sementes entre suas mãos. Converse com elas, explicando-lhes seu objetivo ou necessidade. Plante-as com carinho, cuidando para que não lhes falte água ou luz. Se a planta se desenvolver bem, seu objetivo será realizado. Caso contrário, mude de projeto ou troque as sementes. Lembre-se de que você é responsável pelo desenvolvimento da planta e de seu projeto, mas a natureza é sábia e você precisa perceber seus sinais, decidindo se vai insistir ou mudar sua direção.

domingo, 3 de março de 2013

17 DE FEVEREIRO

Fornacália, o festival romano do "Pão e da Fornalha" e da vegetação. A Fornacália festejava a primavera e o renascer da natureza. No início, era uma comemoração de caráter religioso, mas depois essa antiga festa profana degenerou em orgia. Provavelmente, foi esse tipo de celebração que deu origem aos festejos do Carnaval.

Na antiga Babilônia, anualmente, havia a Festa do Caos quando, durante doze dias, era revertida toda a ordem social e abolidas as normas morais. Outras festas precursoras do Carnaval foram as procissões gregas celebrando o deus do vinho Dioniso e os festejos romanos de Saturnália.

Com o passar do tempo, as antigas encenações dos mitos, com carruagens levando estátuas de divindades, foram sendo substituídas, aos poucos, por carros alegóricos com cenas profanas, danças frenéticas, uso de máscaras grotescas, transgressão de regras e orgias sexuais. A origem da palavra "carnaval" é confusa. Acredita-se que vem de "carne-vale" - ou "adeus carne", anunciando o inicio do jejum de purificação.

Neste dia, de acordo com a mitologia hindu, nasceu Kali, a deusa da morte e da destruição e o mundo entrou no período chamado Kali Yuga ("A Era do Mal"). Antigamente, eram feitos sacrifícios humanos para apaziguar a sede de Kali, substituídos depois pelo sangue de animais.  

16 DE FEVEREIRO

Celebração de Victoria ou Diana Lucífera, a deusa romana da vitória nos combates, assemelhada a Vacuna e Bellona.

Na Grécia pré-helênica, a deusa da vitoria era Nike. Ela era filha de Styx - deusa do oceano, regente do famoso rio subterrâneo que simbolizava o sangue menstrual da Mãe Terra - e de Phallos - deus fálico, precursor de Pan. Nike representava, assim, a força mágica proveniente da combinação do sangue menstrual e do sêmen.

Na mitologia nórdica, Geirahod era a Valquíria que decidia a vitória nos combates, juntamente com um grupo de guerreiras chamadas de "As luzes do Norte", devido ao esplendor luminoso de suas armaduras. As Valquírias eram sacerdotisas de Freya, subordinadas às Deusas do Destino - as Nornes - e eram elas que escolhiam e acompanhavam as almas dos guerreiros mortos em combate.

Atualmente, pode-se recorrer a essas Deusas para conseguir promoção no emprego, aumento de salário, ganhos judiciários ou vitória nos debates. Crie um pequeno altar com os quatro elementos. Invoque a(s) Deusa(s) e queime mentalmente a imagem de qualquer obstáculo ou fracasso em sua vida. Sopre as cinzas ao vento, chamando a deusa Victoria para lhe ajudar em sua luta e a deusa Nike para aumentar sua força mágica.  

15 DE FEVEREIRO

Inicio da Lupercália, festival romano de fertilidade dedicado à Deusa Juno em seu aspecto de Lupa - a loba -, simbolizando o aspecto procriador da Mãe Natureza.

Foi nessa representação que a Deusa amamentou os gêmeos Rômulo e Remo, após terem sido abandonados por sua mãe Rhea Sílvia, a Vestal violentada pelo deus Marte. Posteriormente, eles se tornaram os fundadores de Roma. Neste dia, os idosos batiam nas mulheres com feixes de pele de cabra, convidando os espíritos a encarnarem, enquanto as mulheres pediam à Deusa que abençoasse seus ventres. Esses festivais tinham, assim, um duplo propósito: a purificação e o estímulo da fertilidade por meio do intercâmbio com o mundo dos espíritos. Celebravam-se também os deuses Lupercus e Faunus.

Celebração da antiga deusa canaanita da fertilidade Athtarath, Ashtoreth, Anat ou Astarte, uma versão da deusa Ishtar. A deusa Athtarath - cujo nome significava "O Ventre" - regia o planeta Vênus, assim como as deusas Anat e Ishtar. Nas escrituras judaicas, seu nome foi deturpado para Ashtoreth, que significava "coisa vergonhosa", relacionando seu ventre, ou seja, sua intensa sexualidade. Como a representação da Estrela Matutina, Astarte aparecia como uma deusa guerreira, vestida com chamas e armada com espada e flechas. Como a Estrela Vespertina, Astarte simbolizava o amor, o desejo e a paixão, aparecendo nua sobre uma leoa, segurando um espelho e uma serpente nas mãos. Suas cores eram o branco e o vermelho - simbolizando o sêmen e o sangue menstrual - e suas árvores eram a acácia e o cipreste.

14 DE FEVEREIRO

Antiga celebração romana dedicada à deusa do casamento Juno em seu aspecto de Juno Februa. As comemorações incluíam rituais de purificação e adivinhações para descobrir e atrair sua alma gêmea.

Em Roma, as pessoas compravam presentes e trocavam-os entre si, após tirar a sorte com os dados. Com o passar do tempo, os festejos degeneraram em orgias, a troca de presentes sendo substituída pela troca de casais.

Posteriormente, essa data foi transformada nos festejos de São Valentim quando, nos países anglo-saxões, celebra-se o Dia dos Namorados, com troca de presentes e cartões em forma de coração, homenageando Cupido, o deus do amor.

Nos países escandinavos, comemoração das deusas do amor e da sexualidade Hnoss, Gefjon, Lofua (que reconciliava os namorados) e Sjofn (que despertava os corações para o amor).

13 DE FEVEREIRO

Inicio da Parentália, festival romano de purificação em louvor às deusas romanas Hesta e Mania.

Neste período, fechavam-se os templos, proibiam-se os casamentos e festas e homenageavam-se os espíritos dos ancestrais - parentalia - com preces e oferendas de vinho, comidas e flores nos túmulos.

No Japão, as mulheres da tribo Aino reverenciavam sua ancestral Huchi Fuchi, a deusa protetora das famílias e dos lares, supervisora dos afazeres domésticos, que ajudava na preparação da comida, no aquecimento da casa e na prevenção das doenças.

Aproveite a data e reverencie seus antepassados, agradecendo-lhes o legado e as tradições que lhe deixaram.

Faça uma lista com os nomes de suas ancestrais e informe-se a respeito de suas vidas. Medite sobre suas dificuldades e as conquistas de sua geração. Em nossa cultura, infelizmente, a sabedoria das pessoas idosas não é valorizada e o culto aos antepassados não nos é ensinado. Para poder conectar-se ou comunicar-se com seus ancestrais, prepare-lhes um pequeno altar. Coloque objetos ou fotografias, acrescente madeira petrificada, fósseis, pedras, cristais ou conchas. Ofereça-lhes flores, incenso, velas brancas, um copo com leite, vinho ou suas bebidas favoritas. Pense neles com carinho e ore por sua evolução espiritual. 

12 DE FEVEREIRO

Festival romano de Diana, originariamente a Rainha do Céu e da Luz da mitologia pré-helênica, posteriormente transformada na deusa grega da lua crescente, Ártemis. Diana era representada de três formas: como Senhora dos Animais protegia os animais prenhes e os filhotes, como Rainha das Ninfas cuidava das florestas e da vegetação e como Deusa Lunar cuidava das mulheres, das gestantes e das crianças.

Celebrações eslavas para Dziewona, na Polônia e Devana, na Slovenia, deusas lunares, padroeiras das florestas e da caça, similares à deusa Diana.

A equivalente galesa de Diana era a deusa Arduinna, guardiã das florestas e dos animais selvagens, padroeira dos partos. Ela cobrava uma "multa" pesada pelos animais mortos em sua floresta de Ardennes, na Gália, infringindo infortúnios para os caçadores.

Na China,celebravam-se neste dia as Deusas das Flores. Em número de doze, correspondiam aos meses do ano e eram homenageadas com oferendas de flores e danças com mulheres, representando as qualidades de cada mês.

Honre você também a Senhora dos Animais, alimentando os pássaros de sua vizinhança, recolhendo algum animal abandonado ou ferido, participando de algum projeto ecológico ou de proteção ao meio ambiente. Também reverencie-a, conectando-se ao seu animal de poder ou ao lado selvagem e instintivo de sua própria natureza.

11 DE FEVEREIRO

Festa de Nossa Senhora de Lourdes, na França, comemorando a primeira visão da Virgem, em 1858, por Bernadette Soubirous. A gruta de Lourdes era um antigo local de culto dedicado à deusa Perséfone, com uma fonte de águas curativas procurada até hoje por milhares de pessoas.

Antiga comemoração húngara da Deusa Mãe Boldogasszony, padroeira das mães e das crianças, cristianizada como a Virgem Maria.

Em vários lugares do mundo, a Grande Mãe apareceu manifestada como Maria, a mulher que manteve vivos, na mente e nos corações dos homens, a imagem e o amor pelo Sagrado Feminino nos últimos dois mil anos.

De acordo com sua crença ou conexão mitológica, reverencie a Mãe Divina e peça-lhe a cura de seus males ou aflições físicas, emocionais, mentais, materiais ou espirituais. Vá a uma gruta, fonte, lugar sagrado ou templo, acenda uma vela de cera, ofereça-lhe lírios brancos, entoe o mantra sagrado "maaaa", ore e sinta o amor da Grande Mãe envolvendo-a e curando sua vida.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

10 DE FEVEREIRO

Celebração na Mesopotâmia de Ishtar, a Rainha das Estrelas, a personificação da complexidade feminina. Por meio do processo de assimilação do culto de várias deusas com caracteristicas semelhantes, a figura poderosa de Ishtar surgiu da união das lendas e dos atributos de Anahita, Anatu, Anunit, Gumshea, Irnini, Ishara e Inanna. Era representada ora como mãe benevolente, virgem guerreira, amante exigente de vários deuses e mortais, ora como anciã conselheira, invocada nos julgamentos e nas decisões. Ishtar regia a Lua e o planeta Vênus quando se apresentava como guerreira destemida (na forma da estrela matutina) ou como a cortesã sedutora (na forma da estrela vespertina). Às vezes, as duas formas se fundiam e emergia a Senhora da Vida e da Morte.

Comemoração no Marrocos de Aisha Qandisha, equivalente da deusa Ishtar.

Na Irlanda, homenageava-se Aobh, a deusa da névoa e da magia, esposa do deus do mar Llyr, cujo animal sagrado era o cisne.

Antigo festival africano marcando o inicio da estação de caça e pesca. Na Zâmbia, os guerreiros da tribo Ngoni celebram N'cwala com danças de guerra, vestindo peles de animais e carregando suas armas. Os melhores dançarinos são premiados. As mulheres preparam as comidas e apóiam os competidores com palmas e gritos.

9 DE FEVEREIRO

Festividades tibetanas para as Dakinis ou Apsarás, poderosos seres femininos auxiliares de Kali, a deusa indiana da morte. Apesar de seu aspecto aterrorizante, elas têm aspectos positivos, garantindo poderes paranormais e dons proféticos a seus devotos do Yoga.

As Dakinis ajudavam os moribundos, abraçando-os e confortando-os no momento de sua passagem. Cuidavam também dos preparativos de cremação e dos ritos funerais, orientando a alma após a desintegração do corpo físico.

Antiga celebração do Sol nos países nórdicos, honrando as deusas solares Narvik e Sunna. Ainda hoje preserva-se este festival, que começa ao nascer do Sol e dura até a chegada da noite.

Comemoração grega de Apolo, o deus do Sol e do dia.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

8 DE FEVEREIRO

Festival das Estrelas na China. As pessoas honravam as energias estelares, acendendo cento e oito pequenas lanternas e arrumando-as em altares especiais. Cada pessoa orava e agradecia à estrela de seu nascimento. Reverenciava-se a deusa Yu Nu, a Senhora de Jade, regente da Constelação de Leão e a deusa Zhi Nu, a Tecelã Celeste, regente da de Lira.

Aproveite essa sabedoria milenar e acenda uma vela, de sua cor preferida, conectando-se ao planeta regente de seu signo solar ou de seu signo ascendente.

Agradeça aos Deuses ou Deusas regentes dos signos e a seu Anjo tutelar ou cabalistico pelo dom da vida e pelas oportunidades e desafios desta encarnação, pedindo-lhes que iluminem sua jornada e orientem suas decisões e ações para favorecer seu crescimento e evolução espiritual.

Procissão de Kwan Yin, em Singapura, celebrando a primavera.

7 DE FEVEREIRO

Celebração da deusa grega da lua cheia Selene, irmã de Hélios, o Sol e de Eos, a Alvorada.

Juntamente com Ártemis e Hecate, Selene representa a tríplice manifestação da energia lunar: crescente, cheia e minguante. Segundo as lendas, Selene viajava no céu noturno carregando a Lua em sua carruagem mágica e trazendo aos homens os sonhos e as visões.

Festival chinês Li Chum celebrando a primavera. Procissões carregando uma efigie de bambu e papel em forma de búfalo aquático - simbolizando a "vida nova" - iam aos templos. Lá, as efigies eram queimadas, enquanto as pessoas entregavam à fumaça suas orações e seus pedidos de prosperidade.

No Japão, faziam-se homenagens para Kaguya-hime-no-mikoto, a deusa da beleza, da Lua e da boa sorte, cuja arvore sagrada era a canela, usada como chá ou incenso para favorecer os bons sonhos e a boa sorte.

Aproveite a data e comece um jornal de sonhos. Invoque a deusa Selene e peça-lhe para recordar e compreender o significado e as mensagens cifradas de seus sonhos. Ao acordar, antes de levantar-se da cama, recapitule seus sonhos enquanto sua lembrança ainda é recente. Anote-os, mesmo se forem bizarros ou desconexos. De vez em quando releia-os, tentando descobrir seu código onírico pessoal.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

6 DE FEVEREIRO

Antigo festival na Grécia e no Império Romano dedicado a Afrodite ou Vênus, festejada como a deusa da beleza e do amor em todas suas manifestações. Seus altares eram feitos de pedras, sob grandes árvores, adornados de flores e frutos silvestres, cercados por pessoas cantando, dançando e festejando.

Neste dia, nos países eslavos, celebrava-se Dzydzilelya, a deusa do amor, da fertilidade e dos nascimentos.

Celebre esta data fazendo seu pedido para as deusas do amor. Vá a um bosque e coloque sobre uma pedra uma oferenda de rosas ou gerânios vermelhos, maçãs, morangos, mel, perfume e uma moeda de cobre. Acenda uma vela rosa ou vermelha e peça às Deusas para lhe encaminharem um parceiro compatível ou para abençoarem sua união atual. E, se você quiser aumentar sua fertilidade (física ou mental), ofereça à Deusa ovos galados, penas de pomba branca e leite de cabra.

5 DE FEVEREIRO

Dia de Santa Ágata, a Matrona Maltesa, padroeira dos Lutadores do Fogo. Ela é um aspecto moderno da antiga deusa grega Tyche, também conhecida como a deusa Fortuna pelos romanos e como Wyrd, pelos anglo-saxões.

Fortuna é a deusa tríplice da sorte, invocada pelos imperadores na coroação para terem sua proteção durante seus reinados. Na Grécia, a deusa Tyche era a Senhora do Destino, tanto individual quanto coletivo, conferindo a cada pessoa seu Anjo da Guarda e sua psique.

Como Fortuna, ela podia ter inúmeros outros nomes, um deles sendo Agathe, "A Boa Sorte", invocada para assegurar uma vida afortunada e uma morte tranquila. Com a deterioração dos costumes, a deusa Fortuna foi transformada na padroeira dos jogadores, batizada de "Senhora da Sorte" e chamada antes das corridas ou dos jogos.

Celebração da deusa irlandesa da Terra e da natureza Anu ou Dana. Em sua forma benéfica, Anu era a doadora da prosperidade e a protetora das mulheres e das crianças. Porém, em seu lado escuro - como Cat Ana ou Black Annis, a Senhora da Morte -, ela foi transformada pela Igreja em um monstro negro com forma de felino que devorava crianças. (absurdo!)

Dia muito propicio a qualquer pratica divinatória. Consulte um tarot, as runas ou treine sua visão psíquica, olhando para um copo d'água ou uma bola de cristal ou simplesmente permaneça em silencio e recolhimento, procurando ouvir o sussurro de sua voz interior.

4 DE FEVEREIRO

No Japão, o festival das lanternas Setsu-Bun-O celebrava a deusa Amaterasu. Neste dia, exorcizavam-se os maus espíritos do universo, limpavam-se as casas e os altares e purificavam-se as pessoas.

Nas moradias e nos templos, salpicava-se feijão no chão para desviar o mal, atrair o bem e promover a saúde. Sinos eram tocados para atrair a prosperidade e a boa sorte. Em todos os lugares, acendiam-se lanternas coloridas e faziam-se orações para a proteção, a saúde e a felicidade das pessoas, repetindo a frase: "Fora com o mal, venha a boa sorte".

Um encantamento simples para atrair a boa sorte e a prosperidade é feito colocando-se vários tipos de feijão em um recipiente de vidro, com a tampa decorada ou pintada. Enquanto coloca as diferentes camadas de feijão, recite uma pequena oração, pronta ou criada por você mesma, invocando os dons e as dádivas da Mãe Terra para a sua vida. Guarde o vidro em sua cozinha ou despensa.

Nos países eslavos, celebravam-se Gabija e Aspelenie, as deusas do fogo, do lar e da lareira. Para homenageá-las, as pessoas jogavam sal no fogo e pronunciavam seus nomes. Nas cozinhas, mantinha-se sempre acesa uma lamparina com óleo, deixando-se ao lado pequenos agrados para as Guardiãs.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

3 DE FEVEREIRO

Celebração da deusa irlandesa Brigantia, a Grande Mãe tríplice dos Brigantes (um ramo dos celtas), padroeira de vários rios, venerada como o poder da lua nova, da primavera, da água corrente e das colinas verdes, representada pelo "olho que tudo vê". Em outras lendas, Brigantia aparece como uma deusa solar, cujo sopro protegia os homens, prolongando sua vida.

Na Irlanda, neste dia, colocavam-se "cruzes solares" de proteção acima das portas e janelas. Feitas de palha, elas representavam o olhar protetor da deusa, vigiando e afastando o mal e os infortúnios. Abençoavam-se também as crianças, principalmente suas gargantas, colocando fitas verdes ao redor de seus pescoços, dando vários nós enquanto o nome da deusa era pronunciado com uma oração de proteção.

Fim dos Mistérios Menores de Elêusis, com celebrações para as deusas Deméter e Perséfone e rituais de fertilidade da terra, destinados a ativar o poder de germinação e o desabrochar da natureza, com a chegada próxima da primavera.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

2 DE FEVEREIRO

Festa da Mãe d'Água na mitologia ioruba, celebrada no Brasil como Yemanjá, no Caribe como Emanjá e em Cuba como Yemonjá.

Considerada a Mãe de todos os Orixás, Yemanjá era, originariamente, uma deusa lunar, padroeira dos rios e do mar, protetora das mulheres e das crianças.

Em Salvador, Yemanjá é festejada como Nossa Senhora dos Navegantes, com procissões de barcos levando presentes e flores para a Rainha do Mar. Entre os tupi-guarani, era Yara, a sereia, a divindade reverenciada como a Mãe d'Água.

Festival romano dedicado à Juno Februa, a deusa padroeira do mês. Juno Februa era a deusa da purificação, ajudando na encarnação da alma e afastando os espíritos maléficos no momento do nascimento.

Celebrações celtas com procissões de tochas para purificar os campos e invocar as divindades da agricultura.

É um dia propício para limpar seu altar, "varrendo" seu espaço espiritualmente, queimando cânfora e ervas sagradas, acendendo uma tocha ou uma lamparina e conectando-se à sua Deusa Interior, seu Mentor e seus aliados espirituais.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

1º DE FEVEREIRO

Celebração da deusa tríplice celta Brighid ou Bridhe, a deusa do fogo criador e da inspiração, senhora das artes, da poesia, da cura, das profecias e da magia. É uma data importante no calendário celta, um dos oito Sabbats do ano, originariamente chamado de Imbolc ou Candlemas e, posteriormente, cristianizado como Candelária - a festa de purificação de Maria.

Atualmente, na Irlanda, as donas-de-casa reúnem-se para festejar o Dia das Mulheres, presenteando-se e compartilhando de grandes almoços, com muita alegria e algazarra.

Na Grécia Antiga, começavam neste dia os Mistérios Eleusínios Menores, celebrando o retorno da deusa Perséfone do mundo subterrâneo. Homenageava-se também a deusa Héstia, limpando ou renovando-se as lareiras, reacendendo a chama sagrada e pedindo sua benção para as famílias e os lares.

Na Polônia, antigamente, celebrava-se a deusa Percune Tete, "A Mãe dos Trovões", cristianizada como Nossa Senhora de Gromniczna e festejada com procissões de velas.

Data importante na Tradição Wicca, dedicada às iniciações dos novos adeptos.

Celebre esta data acendendo uma vela dourada ou laranja, pedindo a Brighid de desperte ou reavive seu fogo interior, abrindo seu coração para que ela entre. Diga: "Venha, Brighid, faça do meu coração sua morada". Medite sobre aqueles aspectos de sua vida que precisam de renovação ou sobre novos projetos e compromissos. Ofereça à Deusa os frutos de seu trabalho: pode ser um poema, uma canção, uma escultura ou pintura. E lembre-se sempre de invocar Brighid antes de iniciar qualquer atividade criativa, artística, ritual com fogo ou consulta aos oráculos.   

FEVEREIRO

Alguns escritores consideram o nome deste mês derivado do nome do deus romano Februus, posteriormente identificado com Plutão. Fontes mais antigas, no entanto, citam a deusa Februa como a padroeira do mês. Februa era a deusa da "febre do amor", da paixão, tendo sido mais tarde transformada em um dos aspectos da deusa Juno. Seus ritos orgiásticos persistiram ao longo dos tempos, tendo sido transformados na comemoração cristã de São Valentim, quando amigos e namorados trocam entre si bilhetes em forma de coração e presentes, na Europa e nos Estados Unidos.

O nome celta deste mês é Feabhra e o anglo-saxão, Solmonath, assinalando o retorno da luz após a escuridão do inverno.

No calendário sagrado druídico, a este mês é atribuída a letra Saille do alfabeto oghâmico, sendo o salgueiro a árvore correspondente. O lema do mês é "busque o equilíbrio em sua vida, mesmo se passar por experiências dolorosas". A pedra é a ametista e as deusas regentes são Brigid, Juno Februa, Afrodite, Selene, Diana, Carista, Hygéia e as deusas da Terra.

Nas tradições dos povos nativos, os nomes deste mês retratam ou os rigores climáticos do hemisfério Norte - Lua da Neve, Lua da Tempestade, Lua da Fome, Lua Selvagem - ou as antigas práticas de purificação espiritual - Lua Vermelha da Limpeza, Mês da Purificação.

Fevereiro é o mês mais curto do ano. Segundo uma lenda, perdeu um dia em favor de Agosto. Inicialmente, os meses alternavam entre trinta e trinta e dois dias mas, em algum momento, foi alterado e o mês perdeu dois dias em relação aos outros, exceto nos anos bissextos.

Na antiga Grécia, celebravam-se, neste mês, os Mistérios Menores de Elêusis, com o retorno da deusa Kore do mundo subterrâneo e o despertar da natureza. Celebrava-se também, durante a lua cheia, o festival da deusa Afrodite.

Em Roma, os festivais de Parentália e Ferália louvavam os ancestrais, o de Lupercália promovia rituais de purificação e fertilidade, o de Terminália reforçava a proteção das propriedades, enquanto o de Concórdia celebrava a paz e a harmonia entre as pessoas. Comemorava-se também Diana, a deusa da Lua e das Florestas.

Na lua cheia deste mês comemorava-se, na China, a deusa da compaixão e misericórdia Kwan Yin, enquanto que na lua crescente celebrava-se, na Índia, a deusa Sarasvati e, no Japão, a deusa solar Amaterasu, com o festival das lanternas Setsu-Bun-O.

O povo inca tinha o Festival do Grande Amadurecimento, chamado Hatum Pucuy.

Os judeus celebram até hoje o Purim, festival dedicado à Rainha Ester, que salvou o povo hebraico de um massacre. As famílias vão à sinagoga e depois festejam com comidas tradicionais. As crianças se vestem com fantasias e encenam várias peças de teatro, trocando depois presentes entre si.

Fevereiro é um mês propício tanto às reconfirmações do caminho espiritual quanto às iniciações, dedicando sua devoção a uma divindade com a qual você tenha afinidade.

Antes de preparar qualquer cerimônia ou ritual, recomenda-se a purificação do ambiente (casa, propriedade, carro ou local de trabalho), uma desintoxicação física e uma limpeza espiritual pessoal. A purificação muda os campos energéticos, removendo as energias mais densas e pesadas e abre espaço para as energias benéficas e renovadoras. Preparam-se, assim, tanto os ambientes como o corpo, a mente e o espírito para novos aprendizados, novas vivências e novas realizações.

Na tradição Wicca, o Sabbat Imbolc - ou Candlemas - celebra a deusa tríplice Brighid, a Senhora do Fogo Criador, da Arte e da Magia. É uma data favorável às iniciações e renovações dos compromissos espirituais, bem como para purificações ritualísticas, práticas oraculares e cerimônias com fogo.      

31 DE JANEIRO

Celebração da deusa Maile, "A cheirosa", no Havaí e na Polinésia. Representada como duas ou quatro irmãs, simbolizando suas várias qualidades, Maile era a deusa da murta, uma trepadeira com flores cheirosas. Ela regia a hula, a dança sagrada, a alegria e o poder sedutor das mulheres. A murta ou mirto, era usada para adornar os templos e acredita-se que ela tem o próprio cheiro da deusa.

Dia dedicado às Valquírias, as deusas guerreiras da mitologia nórdica que recolhiam as almas dos guerreiros mortos em combate. Acreditava-se que a Aurora Boreal - o sol da meia-noite dos países nórdicos - era a luz refletida pelos escudos das Valquírias ao levarem as almas para Valhala, o templo dos deuses.

No vale de Katmandu, no Nepal, celebra-se, neste dia, a deusa do conhecimento e da educação Sarasvati, com oferendas de flores, frutos, incensos e velas.

Na China celebra-se Kwan Yin, a deusa da compaixão e misericórdia.

Celebração de Hecate, a deusa grega da noite, da lua minguante e das encruzilhadas, senhora do mundo subterrâneo e dos mortos.

De acordo com seu estado de espírito, sintonia ou necessidade, conecte-se a uma destas deusas e invoque seus atributos e qualidades para a sua vida. Silencie sua mente, abra sua percepção e deixe sua intuição guiar-lhe para criar um ritual ou cerimônia pessoal, indo ao encontro da deusa escolhida.

30 DE JANEIRO

Festival romano da paz, comemorando as deusas Pax e Salus com procissões e orações em prol da paz.

Celebrações em Roma das deusas da cura Anceta e Angitia, cujas ervas sagradas e encantamentos curavam as febres e os envenenamentos por picadas de cobras.

Celebração no Egito dos poderes curativos da deusa Ísis.

Festa de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora das Águas, comemorações brasileiras e mexicanas de purificação pelas águas, derivadas das antigas celebrações das deusas das águas Ahuie, Atlatona, Matlalcuye e Tatei Haramara.

Sintonize-se com a egrégora da paz e acenda uma vela branca, orando pela paz interior, familiar, coletiva, planetária e universal.

Invoque depois as deusas das águas, pedindo-lhes que preservem a pureza da água dos rios e dos mares, apesar da poluição causada pelos seres humanos.