terça-feira, 29 de maio de 2012

POÇÃO


Uma poção (do latim potionis) é um remédio medicinal ao qual geralmente se atribui propriedades mágicas (feitiçaria, etc). A busca por poções era uma das práticas da antiga alquimia.
Nas lendas, uma poção é preparada para ajudar ou enfeitiçar pessoas.
É importante que você esteja com a aura bem limpa ao preparar poções.Tome um banho de limpeza antes de preparar e use roupas limpas ou sua vestimenta de feiticeira.

- POÇÃO DO AMOR: 

2 xícaras de água da fonte
1 pedaço de canela em pau
3 colheres (sopa) de mel
1 xícara de pétalas de rosas (brancas ou cor-de-rosa)

Em uma noite de Lua Cheia, ferva os ingredientes visualizando uma aura rosa envolvendo a poção. Peça aos Deuses que lhe tragam um amor. Coe a poção e beba antes de dormir.
Se for dar um presente à pessoa amada passe nele um pouco da poção do amor.

- POÇÃO PARA AFASTAR A NEGATIVIDADE:

casca de uma maçã
hortelã
mel

Faça um chá com a casca de maçã, assim que ele ferver, acrescente um punhado de hortelã e deixe esfriar. Beba adoçado com o mel, imaginando toda a energia negativa se dissolvendo e limpando sua aura.

- POÇÃO PARA A CONCENTRAÇÃO:

1 sodalita
camomila
mel

Faça um chá com a camomila. Energize a sodalita (que já deve estar limpa). Quando coar o chá, adoce-o com o mel e jogue a sodalita na infusão. Respire profundamente três vezes e beba o chá bem devagar, com cuidado para não engolir a pedra. Ao terminar, lave a pedra em água corrente, olhe para ela e diga:

" Em você agora eu me concentro. Minhas forças se dirigem sabiamente para um objetivo. Sou concentrado!"

Coloque a sodalita em cima de alguma coisa que represente em que você deseja se concentrar. Por exemplo, em cima de um livro em que tenha dificuldade.

- POÇÃO DA FARTURA:

1 colher (sopa) de fermento
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de açúcar branco

Numa hora do Sol, misture todos os ingredientes no seu caldeirão e diga:

" Os Deuses da Fartura estão comigo. Que a prosperidade reine nessa casa! Assim seja! Assim seja! Assim seja!"

Coloque a mistura num vidro amarelo e coloque-a no Sol por um dia. Essa poção pode ser salpicada nos cantos de um estabelecimento comercial ou casa. Pode ser colocada na gaveta de um escritório, ou em um envelope ou pasta que estejam papéis que representem "entrada".
Cuidado para não colocar em um lugar onde hajam contas!
Na casa o melhor lugar é a cozinha, local que sustenta todo o lar.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

ELIXIR DE PROTEÇÃO

(use para a casa, altar, instrumentos, etc....)

É a magia dos quatro ventos, também conhecida como as quatro faces da Deusa ou as quatro direções da manifestação divina.

- O Vento do Norte  é seco e frio, e sua ação, calmante e paralisadora. Para isso use ALFAZEMA.

- O Vento do Sul   sempre traz calor, sua ação é estimulante e vivificadora. Para isso use MANJERICÃO

- O Vento do Leste é fresco e revigorante. Para isso use ALECRIM

- O Vento do Oeste é quente e úmido, em muitos lugares traz a chuva. Sua ação é cansativa e sudorífera. Para isso use ARRUDA

Coloque todas as ervas em um litro de álcool de cereais. envolva a garrafa e coloque em local escuro por 9 dias. Depois é só usar.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

AROMAS


AROMATERAPIA é um tratamento natural, à base de extratos de plantas, que através do olfato, estimula o cérebro nas partes que são responsáveis pela emoção. Para cada problema, temos um tratamento diferente, que pode ser feito através de incensos, perfumes, óleos essenciais, utilizados para banhos, massagens ou simplesmente limpeza da casa.
Os óleos essenciais são extraídos de ervas aromáticas, satisfazem as necessidades da mente, do corpo e do espírito, podendo atuar nas áreas da sexualidade, criatividade, bem como todas as funções do corpo, estimulando ou acalmando esses setores, de acordo com as necessidades de cada ser. O sentido do olfato abastece o pensamento com uma informação e este faz o corpo ter uma reação dos sentidos ou física.
Os gregos usavam ervas e óleos aromáticos nos rituais religiosos. Estavam convencidos de que somente os Deuses poderiam ter criado aromas tão profundos e pensavam que os aromas naturais podiam ser uma ponte para alcançar o Olimpo e receber as forças dos Deuses, proteção, cura e beleza.

ÓLEOS AROMÁTICOS

  Os óleos essenciais são compostos orgânicos voláteis das plantas, extraídos por destilação a vapor ou extração por solventes voláteis das folhas (alecrim), flores (camomila), cascas de frutas (limão), madeiras (cedro), raízes, etc.
 Os óleos aromáticos podem ser misturados entre si para maior eficiência, porém muito cuidado deve ser tomado com misturas. Alguns óleos, no caso de super dosagem podem provocar efeitos colaterais.
Para se usar com finalidades rituais, os óleos aromáticos são aplicados sobre a pele, por isso não usem óleos aromáticos, para ambientes, colocados em rechôs!

- Óleo para Sabat I:

3 partes de óleo de patchuli
2 partes de óleo de almíscar
1 parte de óleo de cravo

Use em Sabás para promover a comunhão com as Deidades.

- Óleo para Sabat II:

2 partes de óleo de olíbano
1 parte de óleo de mirra
1 parte de calicanto
1 gota de óleo de cravo

Use em Sabás para promover a comunhão com as Deidades.

- Óleo da Lua Cheia I:

3 partes de óleo de rosas
1 parte de óleo de jasmim
1 parte de óleo de sândalo.

Unte o corpo antes dos Esbás para alinhar-se com as energias lunares.

- Óleo da Lua Cheia II:

3 partes de óleo de sândalo
2 partes de óleo de limão
1 parte de óleo de rosas

 Unte o corpo antes dos Esbás para alinhar-se com as energias lunares.

- Óleo da Deusa

3 partes de óleo de rosas
2 partes de óleo de angélica
1 parte de óleo de limão
1 parte de óleo de palma rosa

Use-o para honrar a Deusa durante os rituais

- Óleo do Deus Cornudo

2 partes de óleo de olíbano
2 partes de óleo de canela
1 parte de óleo de louro
1 parte de óleo de alecrim
1 parte de óleo de almíscar.

Use-o para honrar o Deus durante os rituais

- Óleo do Altar:

4 partes de óleo de olíbano
3 partes de óleo de mirra
1 parte de óleo de galanga
1 parte de óleo de verbena
1 parte de óleo de lavanda

Unte o altar com este óleo a intervalos regulares para purificá-lo e fortalecê-lo.

- Óleo de Proteção

1/4 de óleo neutro
2 colheres (sopa) de óleo prímula
2 colheres (sopa) de óleo lavanda
1 colher (sopa) de óleo de sândalo

Misture tudo e use-o quando estiver precisando de proteção.

AS ERVAS MÁGICAS


Todas as ervas aqui citadas não têm contra indicação, por isso podem utiliza-las em banhos mágicos.
Outra forma é colocá-las em um saquinho feito com veludo preto. Este saquinho é um amuleto mágico, por isso sempre leve-o consigo. 
As ervas relacionadas ao amor  podem ser reduzidas à pó. Você poderá soprá-lo sobre a pessoa amada ou usá-lo quando quiser conquistar alguém.


PODER DAS ERVAS MÁGICAS

NEGÓCIOS: benjoim, canela, cravos, louro, mostarda (sementes).

ADIVINHAÇÃO: alecrim, anis estrelado, artemísia, canela, freixo, louro, noz-moscada, rosa, sândalo.

FERTILIDADE: carvalho, girassol, mandrágora, noz, papoula, pinho, romã, rosa.

CURA: alecrim, arruda, canela, cardo bento, cravo, eucalipto, freixo, hortelã, lavanda, maçã, mirra, narciso, rosa, sálvia, violeta.

AMOR: canela, cominho, coentro, jasmim, laranja, lavanda, limão, lírio, maçã, manjericão, verbena, violeta.

DINHEIRO: amêndoa, artemísia, briônia, camomila, cravo, jasmim, madressilva, manjericão, menta, trigo, grãos de mostarda.

PROTEÇÃO: angélica, alecrim, arruda, boca-de-leão, artemísia, erva-doce, peônia, verbena, visgo.

PURIFICAÇÃO: açafrão, alfazema, alecrim, aniz, arruda, hortelã, lavanda, limão, louro, mirra, olíbano, sabugueiro, sândalo, sangue-de-dragão, arnica.

sábado, 31 de dezembro de 2011

OS ECLIPSES

Os eclipses lunares ocorrem durante a lua cheia, quando a Terra fica no alinhamento entre a Lua e o Sol. Há, aproximadamente, dois ou quatro eclipses por ano, a maioria sendo parcial.
O eclipse solar ocorre apenas durante a lua nova, quando o Sol fica eclipsado pela Lua, levando a seu escurecimento parcial ou total, dependendo do grau do eclipse.
Os povos antigos observavam com muito respeito e temor esses fenômenos celestes inexplicáveis. Usavam cantos, danças, oferendas e orações para evitar o "desaparecimento" dos astros.
Atualmente, leva-se em consideração a colocação do eclipse no mapa astrológico de uma pessoa, pois a casa zodiacal afetada será um foco especial de concentração energética por meses ou até mesmo por um ano depois do eclipse, dependendo dos aspectos. Se o eclipse solar acontecer no dia de seu aniversário, suas influencias serão aumentadas, exigindo um trabalho de fortalecimento pessoal, principalmente para aumentar sua autoestima e autoconfiança.
Os eclipses lunares anuais caem, geralmente, nos mesmos signos zodiacais, ocorrendo, portanto, nas mesmas casas do mapa natal. Evidencia-se, assim, a necessidade de trabalho interior para equilibrar e integrar os assuntos das áreas afetadas pelos próximos três a nove meses. Os eclipses "regridem" nos signos zodiacais, na velocidade de um signo ou uma casa, por ano. Portanto, ao longo de doze anos, o sombreamento da Lua pela Terra acontecerá em todos os signos e em todas as casas zodiacais dos mapas individuais.
Em termos de magia, um eclipse marca um ponto intermediário muito poderoso, uma transição entre o claro e o escuro, entre o dia e a noite, entre a luz e a escuridão.
Realizar encantamentos e rituais durante um eclipse aumenta sua potência e a responsabilidade de quem os faz. Para direcionar de forma competente as energias, é necessário um mínimo de conhecimento astrológico, principalmente dos aspectos formados no mapa natal individual.
Sugiro criar um ritual pessoal, tentando se "comunicar" com os planetas envolvidos e reconhecer sua atuação em sia vida. Peça aos anjos ou mestres planetários e ao seu mentor espiritual, idéias e orientações para seu crescimento. Use as palavras-chaves e/ou atributos dos planetas, invoque as divindades a eles relacionadas e deixe-se guiar por sua intuição e sabedoria para encontrar uma maneira simples e prática de expressar as energias do eclipse. Lembre-se de que o "reaparecimento" do astro após o eclipse, simboliza o início de um novo ciclo ou uma nova fase em sua vida, podendo ser celebrada e afirmada ritualisticamente.

FONTE: O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur / Editora Gaia
A LUA VERMELHA DA MENSTRUAÇÃO

Na antiguidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases da lua com tanta precisão que a gestação era contada por luas. Com o passar dos tempos, a mulher foi se distanciando dessa sintonia e foi perdendo, assim, o contato com seu próprio ritmo e seu corpo, fato que teve como consequência vários desequilíbrios hormonais, emocionais e psíquicos.
Para restabelecer essa sincronicidade natural, tão necessária e salutar, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da lua e a relação com seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá "cooperar" com seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique.
Para compreender melhor a energia de seu ciclo menstrual, cada mulher deve criar um "Diário da Lua Vermelha", anotando no calendário o início de sua menstruação, a fase da lua, suas mudanças de humor, disposição, nível energético, comportamento social e sexual, preferências, sonhos e outras observações que queira.
Para tirar conclusões sobre o padrão de sua Lua Vermelha, faça essas anotações durante pelo menos três meses, preferencialmente por seis. Após esse tempo, compare as anotações mensais e resuma-as, criando assim, um guia pessoal de seu ciclo menstrual, baseado no padrão lunar. Observe a repetição de emoções, sintonias, percepções e sonhos, fato que vai lhe permitir estar mais consciente de suas reações, podendo evitar, prever ou controlar situações desagradáveis ou desgastantes.
Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais, determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação.
Quando a ovulação coincide com a lua cheia e a menstruação com a lua negra, a mulher pertence ao "Ciclo da Lua Branca".  Como o auge da fertilidade ocorre durante a lua cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.
Quando a ovulação coincide com a lua negra e a menstruação com a lua cheia, a mulher pertence ao "Ciclo da Lua Vermelha". Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativa, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo "Lua Branca", que é considerada "a boa mãe", a mulher do ciclo "Lua Vermelha" é "bruxa, maga ou feiticeira", que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.
Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os Ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das circunstâncias ambientais e existenciais.
Além de registrar seus ritmos no "diário da Lua Vermelha", a mulher moderna pode reaprender a vivenciar a sacralidade de seu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar e defende um espaço e um tempo dedicado a si mesma. Sem poder seguir o exemplo de suas ancestrais, que se refugiavam nas "Tendas Lunares" para um tempo de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade aumentadas durante sua Lua. Ela pode diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas ao se afastar de pessoas e ambientes "carregados", não se expondo ou se desgastando emocionalmente e procurando encontrar meios naturais para diminuir o desconforto o cansaço, a tensão ou a agitação.
Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre cotidiano das afazeres e obrigações, é possível encontrar seu "tempo e espaço sagrados" para cuidar de sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, "banhos de luz lunar", água lunarizada, contato com seu ventre, "viagens xamãnicas" com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais ou elixires de gemas contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.
O mundo atual - em que a maior parte das mulheres trabalha - ainda tem uma orientação masculina. Para se afastar dessa influencia, a mulher moderna deve perscrutar seu interior e encontrar sua verdadeira natureza, refletindo-a em sua interação com o mundo externo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A LUA VIOLETA DA REFLEXÃO

Da mesma maneira que existem duas luas cheias em um mesmo mês, também podem ocorrer duas luas novas. A segunda lua negra, correspondendo à fase de três dias que antecede a segunda lua nova dentro do mesmo mês, é muito pouco divulgada, sendo conhecida apenas por mensagens espirituais. Denomino esse raro fenômeno de Lua Violeta devido a suas qualidades purificadoras, alcançadas por meio de silencio e meditação.
A Lua Violeta é um momento misterioso e sagrado que deve ser dedicado à introspecção, à contemplação silenciosa e às reflexões. Deve ser feita uma reavaliação de sua escala de valores, de sua vida atual e de seu propósito nesta encarnação. Alcança-se, assim, uma compreensão maior, um conhecimento que brota de seu próprio Eu Divino.
Recomendo procurar levantar os véus sutis que encobrem as motivações ocultas da vida atual e o propósito maior da alma, somente após pedir a intercessão de seu Guardião e fazer uma invocação às Deusas do Destino. Com a ajuda de sua sacerdotisa interior, poder-se-á transpor o portal e entrar em contato com sua própria essência espiritual.
A LUA NEGRA DA TRANSMUTAÇÃO
 
 A fase lunar denominada Lua Negra acontece mensalmente, nos três dias que antecedem a lua nova. Durante este período, o fino disco da lua minguante diminui até desaparecer na escuridão da noite. Tendo em vista que a luz da lua é, na verdade, a luz solar refletida pelo disco lunar, poderíamos dizer que a lua negra "mostra" a verdadeira face oculta da lua.Durante essa fase de escuridão mensal, os povos antigos reverenciavam as Deusas Escuras, dedicando este tempo a rituais divinatórios, de cura e transmutação. Com o advento das sociedades patriarcais, os mistérios da Lua Negra tornaram-se sinônimo de terror e malefícios. Incapacitados de ver ou compreender o "desaparecimento" da Lua, surgiram lendas e superstições sobre os demônios ou forças malignas que "comiam" a Lua. Dessa maneira, a Lua Negra passou a representar o auge dos poderes destrutivos, vaticinando cataclismos naturais, como inundações, tempestades ou secas e humanos, como guerras, doenças e fome. A Lua Negra era tida como aziaga para qualquer empreendimento, por ser considerada a luz do momento em que os fantasmas e os espíritos malévolos perambulam sobre a Terra e as bruxas executam seus rituais de magia negra. Atribuía-se à Lua Negra a conexão com o mundo subterrâneo por ser regida por divindades em forma de serpente ou com serpentes nos cabelos.Na verdade, a Lua Negra facilita o acesso aos mundos e planos sutis e às profundezas de nossa psique. Por isso, atualmente é considerada uma fase favorável para trabalhos de transformação e renovação. Somente mergulhando no nosso lado escuro, desvendando os mistérios e as sombras de nosso inconsciente, poderemos achar os meios secretos para nossa renovação. A Lua Negra tem o poder de criar e de destruir, de curar e de regenerar e de descobrir e fluir com o ritmo das mudanças e dos ciclos naturais, dependendo da capacidade individual em reconhecer e integrar sua sombra.Ao entrar na fase da Lua  Negra, podemos presenciar a transição entre a destruição do velho e a criação do novo.  É, portanto, um período favorável para rituais de cura, renovação e regeneração. O processo de transformação destrói os padrões ultrapassados de condicionamento, comportamento e estruturação, liberando-nos daquilo que não serve mais, daquilo que é limitante, impedindo nossa expansão.Os objetivos dos rituais são variados e de acordo com as necessidades de cada um. Podemos citar a remoção de uma maldição, a correção de uma disfunção, o afastamento dos obstáculos ou das dificuldades na realização afetiva ou profissional, a limpeza de resíduos energéticos negativos de pessoas, objetos, ambientes, a preparação e imantação do espelho negro, entrando em contato com os ancestrais ou com as Deusas Escuras como Hecate, Medusa, Kali, Ereshkigal, Hel, Sekhmet, Sheelah Na Gig, Oyá e Cailleach. As palavras-chave para esses rituais são complementação, finalização, dissolução, introspecção, tradição, sabedoria, morte e transmutação.Os elementos ritualísticos são as velas pretas para afastar a negatividade, as brancas para os novos inícios e as vermelhas para a realização, correspondendo às três cores da Deusa e aos três estágios da condição feminina: idosa, jovem e adulta. Por ser a Anciã a Deusa regente desta lua, são oferecidos no altar, em vez de flores, um xale preto, galhos e folhagens secas, penas pretas, pêlo de cachorro preto ou lobo, teia ou a imagem de uma aranha, além de representações do poder transmutador da Serpente. os objetos mais importantes para o ritual da Lua Negra são o caldeirão - para queimar e transmutar as energias negativas e o espelho negro ou bola de cristal, além de tarot e runas para orientação e autoconhecimento. A meditação ao som de tambor ajuda a mergulhar no ventre escuro da Mãe Terra, trazendo mensagens e sugestões para a cura, a regeneração e a transformação.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A LUA ROSA DOS DESEJOS

 Na Antiga Tradição, acreditava-se que determinadas luas cheias eram imbuídas de uma energia especial para realizar desejos, projetos ou aspirações.
Essas luas, chamadas "Luas dos Desejos" ou "Lua dos Pedidos", são aqueles plenilúnios mais próximos dos quatro grandes Sabbbats celtas - Samhain,, em 31 de outubro, Imbolc, em 1º de fevereiro, Beltane, em 30 de abril e Lughnassadh, em 1º de agosto - com um intervalo de três meses entre si.
Muitos grupos e pessoas seguem essa prática sem conhecer sua origem ou significado, apenas continuando a tradição. Sua origem é longínqua, perdida na bruma dos tempos e a razão dessas datas é atribuída ao aumento do poder magnético e espiritual nos períodos de mudanças telúricas e cósmicas marcados por esses Sabbats.
Para acompanhar o fluxo energético desses plenilúnios, prepare uma lista com seus pedidos, esperanças, desejos, sonhos ou aspirações. com o dedo indicador umedecido em essência de jasmim, cânfora, salgueiro, artemísia ou sândalo, trace um pentagrama sobre o papel. Mentalize seu pedido e faça uma pequena oração, repetindo-a por três vezes. Dobre o papel e coloque-o em seu altar ou mesa de cabeceira, pondo sobre ele uma pedra da lua ou um cristal de rocha.
Repita esse pequeno ritual em cada mudança da fase lunar, a cada sete dias, aproximadamente, até a próxima Lua Rosa.
De acordo com seu merecimento ou necessidade cármica, em função da intensidade de seu desejo e intenção, seu pedido será atendido dentro de três luas cheias.

sábado, 26 de novembro de 2011

O GRIMÓRIO E NOSSO LADO SOMBRA

Nosso lado sombra. Nossa escuridão pessoal. O lado que não vemos, não enxergamos, mas que nos acompanha toda a vida, em todos os momentos.  Inclusive, este lado aparentemente incógnito de nós mesmos, dita comportamentos, sentimentos e atitudes nossas e até portanto até mesmo direciona nossas vidas.   Todos nós temos os dois lados : o lado luz e o lado sombra. Mas não quero dizer que o lado luz seria o lado bom, e o lado sombra nosso lado ruim, perverso.  Até é mesmo, mas também o lado sombra é o porão onde colocamos o que não queremos ver, o que não aceitamos em nossas vidas.  O livro das sombras, ou o Grimório, é uma forma de vivermos o nosso lado sombra de forma que podemos aprender muito com nossos sentimentos e nossas anotações. 

Registrar nossos pensamentos mais perversos, ou vontades que não podemos externar na vida cotidiana, ou até mesmo sonhos noturnos e experiências cotidianas nos relacionamentos, podem funcionar como uma conversa com nosso próprio SER ANÌMICO.

O trabalho de Autoconhecimento que tanto aspiramos, não pode ser completo sem entra rmos em contato com nosso inconsciente, nosso lado ESPIRITUAL , nossas motivações inconscientes, nosso lado sombra.   Aceitar que temos um lado negro, que não somos totalmente bons, ou que pelo menos temos um lado lua na mesma medida que temos um lado sol, tudo no universo é negativo e positivo, tudo tem dois lados (yin e yang), mas muitas vezes negamos este lado sombra, pois é verdadeiramente nosso mais puro EU.

Negamos, e recalcamos, escondemos estes nossos pensamentos no nosso porão, na nossa sombra pessoal, para que ninguém, inclusive nós mesmos não vejamos. Tentamos esquecer.
Mas apesar disso, todos esses pensamentos, idéias e atitudes estão lá e se fazem ouvir de uma forma ou de outra, a ponto de, quando não o externamos por muito tempo, uu de alguma forma, eles acabam por explodir em doenças psicossomáticas.    

Todo bruxo(a) deve ser capaz de aceitar-se a si mesmo, na sua totalidade, conhecer e cultivar seu lado negro.   Fora dos limites sociais, da moral e dos costumes culturais, somos um elemento da natureza e assim, manifestamos a vontade dela.

Tenhamos essa consciência e iniciemos este trabalho junto ao nosso Grimório, e a partir de agora, não só anotemos poções e receitas de RITUAIS,  mas também façamos de nosso livro secreto um amigo íntimo, um lugar onde podemos ser nós mesmos sem regras, sem limites e a partir disso, poderemos nos conhecermos melhor e re-encontrar ali a verdadeira face de nossa sombra, a face que na verdade é a que complementa a imagem que temos de nós mesmos.
Blessed Be.

texto escrito por:  Dan Gwydion
copiado do site:  http://www.oldreligion.com.br

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

AS LUAS ESPECIAIS

A LUA AZUL DA ABUNDÂNCIA

Acredita-se que a Lua Azul começou a ser cultuada, inicialmente, entre os egípcios, com a substituição do calendário lunar, que marcava o tempo usando as fases da lua, pelo solar, que introduziu o conceito de mês com trinta dias. Lua Azul é o nome que se dá à segunda lua cheia dentro do mesmo mês. Um fenômeno que acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes no século. Desde a antiguidade, a Lua Azul é considerada um acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, reforçando o sentido de plenitude da lua cheia.
A Lua Azul nos proporciona uma oportunidade a mais de tocar o divino, um aumento de consciência diante das forças sobrenaturais reforçando, assim, o intercâmbio com os outros planos, reinos e dimensões. Por ser considerada "um tempo entre tempos", um momento raro e, por isso, muito mais poderoso e mágico, fica mais fácil alcançar "o mundo entre os mundos" por meio dela. É uma lua de abundância, que permite colher muito mais do que se plantou. Os encantamentos têm maior poder e os resultados são mais rápidos. Pensamentos e desejos tornam-se mais intensos e, assim, qualquer ritual exige maior cautela em relação aos objetivos e pedidos. Mais do que nunca vale a advertência "cuidado com o que pedir, pois você poderá conseguir"!.
Com o surgimento do calendário juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos.
Na mitologia Celta, essa lua favorece o contato com o Reino Encantado dos seres da natureza. Invocam-se as Rainhas das Fadas - Aeval, Aine, Aynia, Bri, Creide, Mab e Sin - e empreendem-se viagens reais ou imaginárias para as "Sidhe", as colinas encantadas, morada do "Little People", o Povo Pequeno.
Para agradar às Fadas, os celtas cultivavam perto das casas suas plantas preferidas - calêndulas, verbenas, violetas, prímulas e tomilho - e deixavam oferendas de mel, leite, manteiga, pão e cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos denotavam sua presença.. Para favorecer a "visão", abrindo a percepção psíquica, usava-se artemísia, em chá ou em infusões para banho, suco de samambaias ou orvalho passado nas pálpebras, saches de mil folhas e hipericão, invocações mágicas adequadas.
A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13ª Lunação. Ela é "aquela que se torna a visão", a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Essa Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova perspectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude.
Para criar uma atmosfera adequada a uma celebração da Lua Azul, use velas e roupas azuis. Prepare água lunarizada expondo garrafas de vidro azul, cheias de água, aos raios lunares. Prepare "travesseiros dos sonhos" enchendo uma fronha de tecido azul com flores de sabugueiro, lavanda ou alfazema, hipericão, folhas de artemísia e sálvia. Imante cristais e pedras azuis como topázio azul, a safira, o berilo, a água-marinha, o lápis-lazuli ou a sodalita. Usando músicas com sons da natureza, como pios de corujas, cantos de baleias ou uivos de lobos, permita que sua criatividade e intuição levem-na ao Reino das Fadas ou ao encontro das Deusas Lunares.. Olhe fixamente para a Lua, eleve seus braços e "puxe" sua luz para sua testa, seu coração e seu ventre. 
Conecte-se, em seguida, à Matriarca, pedindo-lhe orientação sobre as mudanças necessárias para alcançar uma real transformação.
Permaneça, depois, em silêncio e ouça as mensagens e respostas ecoando em sua mente ou alegrando seu coração.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!

HOJE, DIA DAS CRIANÇAS, RESOLVI POSTAR UM CONTO INFANTIL PAGÃO. QUE A DEUSA ABENÇOE TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO!  QUE IMPEÇA COM SUA JUSTIÇA QQ TIPO DE VIOLÊNCIA.

CONTO INFANTIL: A LUZ

Autoria: Galahad

Existia uma vila muito ao norte, onde seus moradores viviam da pesca e da caça.

Nesta vila havia um homem chamado Phelys, um homem triste e cansado. Phelys havia sido criado bem longe dali, em uma grande cidade, mas sua esposa e filha um dia sofreram um grave acidente e faleceram.

Ele ficou muito triste e desistiu de viver, foi para o local mais longe que conseguiu encontrar, justamente essa vila.

Todos os dias as pessoas da vila se reuniam em volta da fogueira e ouviam as histórias dos mais velhos. As histórias falavam das aventuras da Grande Deusa e do Grande Deus. Os anciões contavam histórias de caça e pesca, histórias de guerras e histórias alegres. Phelys sempre ia às reuniões, conversava com algumas pessoas e sempre se lembrava de sua esposa e sua querida filha.

Um dia, convidaram Phelys para entrar em um dos pequenos ritos do vilarejo, o rito em agradecimento a Grande Deusa. Nesse rito eles agradeciam pela caça e pesca que ela produziu durante todo o ano. Meio sem querer, ele foi caminhando para o centro do vilarejo na noite da celebração. Exatamente naquele dia seria o aniversário de casamento dele, então a tristeza em seu coração era tão grande, que preferiria ficar em casa. Resolveu ir mesmo assim.

Chegando no centro da vila, viu alguns dos moradores, mas não havia festa. Estranhou. Então uma das pessoas veio lhe contar que uma menina, filha de um dos pescadores, havia ido para a floresta na tarde daquele dia e não tinha voltado ainda.

Ele se ofereceu para ir procurar também. Pegou uma tocha e seguiu para o rumo onde os outros homens haviam ido.

Ele andou por muito tempo. Não encontrava nada e a sua tocha já estava gasta e quase apagando. Então ouviu um barulho.

Virou-se de uma vez e viu que olhos o observavam. Sentiu medo.

Talvez fosse hora de partir dessa vida, de encontrar sua esposa e filha. Mas se fosse como estava aprendendo ultimamente com os moradores da vila, o ciclo continuaria, elas voltariam para esta terra.

Virou novamente para frente e começou a correr.

Correu por muito tempo, no meio da mata, até encontrar uma caverna com uma pequena entrada.

Lá dentro ouviu barulhos.

Entrou e viu a menina lá dentro, cantando baixinho.

- Oi. - disse Phelys.

- Olá, eu sabia que você vinha.

- Você está bem?

- Torci o meu pé e não consegui voltar. Estava aqui dentro vendo as imagens da Deusa.

Phelys apontou sua tocha para a parede e viu muitas imagens femininas, enquanto a menina continuou a falar.

- Eu sabia que você vinha.

- Sabia?

- Sim... eu vi a Deusa... ela estava junto com uma outra mulher, elas me disseram que você viria.

- Como assim? - Perguntou Phelys meio desconfiado.

- Tome isso - Disse a menina entregando uma pequena flor para Phelys. Era uma flor que nascia dentro da caverna. - Essa é a flor que a mulher que estava junto com a Deusa pediu para te entregar. Ela disse que você se lembraria dela sempre que quisesse.

Phelys cheirou a flor e começou a chorar... Era o mesmo perfume que sua esposa costumava usar.

Entre lágrimas ele perguntou:

- Como você sabe da flor?

- Eu não sabia... Foi a mulher que me contou... A Deusa disse que eu não me preocupasse e que esperasse que alguém viria me buscar. Ela disse que eu tinha algo a fazer hoje, que era minha obrigação estar aqui. Depois ela disse que quem viria era uma pessoa muito especial, e que uma de suas filhas gostava muito dele. Era você. - disse a menina sorrindo.

Neste instante Phelys viu uma grande luz clara no fundo da caverna e foi até lá. Viu uma mulher de costas, abaixando para pegar uma flor e ouviu em seu coração o seguinte:

"Meu amado, todos nós viemos da Deusa e para Ela voltaremos. Não fique triste, continue a viver, sempre te amei e sempre te amarei. O que me aconteceu não foi por acaso, nem culpa sua. Todos carregamos o que somos, e as coisas que acontecem conosco são o retorno do que fazemos em nossas vidas. A Deusa é Justa e meu tempo já havia acabado. Sempre que sentir saudades minhas, venha até aqui e você saberá duas coisas: que eu te amo e que a Deusa será sempre justa com você.".

Depois disto, o forte cheiro da flor tomou conta do local.

Phelys voltou, pegou a menina em seu ombro e ela foi lhe ensinando o caminho de volta. Voltou ao vilarejo, com os olhos cheios de lágrimas e muita alegria no coração.

Ele ainda passou algum tempo no vilarejo, mas resolveu voltar para a sua cidade.

Uma vez por ano, até hoje, Phelys volta àquele vilarejo, na mesma data. Quando chega, cumprimenta alguns conhecidos e vai até a caverna, onde sempre se lembra de duas coisas: que o amor pode ultrapassar qualquer barreira e que a Deusa está presente em tudo que existe. 

retirado do site:  http://www.circulosagrado.com

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A LUA NA MAGIA

LUA CRESCENTE: é um momento de definição. Os sentimentos e emoções se tornam mais claros, as atitudes mais objetivas. Os impulsos agora podem ser colocados em prática. Neste período, pode-se construir o novo e intensificar os contatos sociais.
A Lua Crescente é utilizada para invocar as coisas que se deseja, um período para iniciar novos projetos.

LUA CHEIA: simboliza a plenitude. As pessoas estão mais abertas e receptivas, as relações tornam-se mais dinâmicas e pulsantes. O inconsciente aflora e as ações, podem se tornar agressivas. Os projetos iniciados chegam ao seu desenvolvimento máximo.
A Lua Cheia é utilizada na integração e aperfeiçoamento de idéias e projetos, e para lançar encantamentos buscando coisas positivas.

LUA MINGUANTE: é o período de transição. A tendência é para o recolhimento e avaliação do que foi anteriormente vivido. Os trabalhos já iniciados devem ser terminados. É uma fase delicada, quando a sensibilidade está à flor da pele.

LUA NOVA: simboliza o momento da fecundação, da germinação, do impulso de uma nova vida. É um período de instrospecção e indefinição, da busca de novos caminhos e não é propício para decisões. É o momento de reflexão e amadurecimento dos anseios.

OBS: A Lua Nova ou a Lua Minguante é utilizada para diminuir ou banir completamente coisas de sua vida.

domingo, 9 de outubro de 2011

O QUE SIGNIFICA....PARTE II

AKASHA: é o quinto elemento, o poder espiritual onipresente que permeia o Universo. A energia que forma os elementos.

CARREGAR: é um ato de magia. É imbuir um objeto de Poder Pessoal.

CONSCIÊNCIA RITUAL: estado alterado de consciência específico, necessário para a prática bem-sucedida de magia. O mago o atinge por meio da Visualização e do Ritual. Denota um estado no qual as mentes Consciente e Psíquica estão harmonizadas. O mago sente as energias, dá a elas propósito e as libera em direção ao objetivo mágico. É uma elevação dos sentidos, uma expansão da consciência para o mundo aparentemente não-físico, um elo com a natureza e com as forças por trás dos conceitos de Deidade.

OS ELEMENTOS: Terra, Ar, Fogo, Água. Essas quatro essências são os alicerces do Universo. Tudo que existe ( ou que tem potencial para existir) contém uma ou mais dessas energias. Os elementos vibram em nosso interior e estão também "espalhados" pelo mundo. Podem ser utilizados para gerar mudanças por meio da magia. Os quatro elementos foram formados a partir da essência ou poder fundamental - AKASHA

ENCANTAMENTO: ritual mágico, normalmente de natureza não-religiosa e acompanhado de palavras vocalizadas.

EVOCAÇÃO: é o ato de chamar espíritos ou outras entidades não-físicas, seja para aparições visíveis ou invisíveis.

INVOCAÇÃO: apelo ou pedido a uma força (ou forças) superior (es), como a Deusa e o Deus. Uma oração. A invocação é na verdade um método para estabelecer elos conscientes com os aspectos da Deusa e do Deus existentes em nosso interior. Essencialmente, portanto, podemos fazer com que apareçam ou  se façam notar por meio da tomada de consciência deles.

INICIAÇÃO: processo pelo qual um indivíduo é apresentado ou admitido em um grupo, interesse, habilidade ou religião. Iniciações podem constituir ocasiões rituais, mas também podem ocorrer espontâneamente.

MAGIA: é o movimento das energias naturais (como o poder pessoal) para gerar as mudanças necessárias. A energia existe em todas as coisas - pessoas, plantas, pedras, cores, sons, movimentos. A magia é o processo de gerar ou aumentar essas energias, dando-lhes propósito e liberando-as. A magia é uma prática natural e não sobrenatural.

MEDITAÇÃO: reflexão, contemplação, voltar-se para dentro de si ou na direção da Deidade ou da Natureza. Período de quietude no qual o praticante pode fixar-se em símbolos e pensamentos, em particular ou ainda permitir que estes surjam livremente.

PODER DA TERRA: energia existente em pedras, ervas, chamas, vento e outras coisas naturais. É o Poder Divino manifesto e pode ser utilizado durante a Magia para originar as mudanças necessárias.

PODER DIVINO: a energia pura, não-manifesta, existente na Deusa e no Deus. A força vital, a fonte primordial de todas as coisas.

PODER PESSOAL: energia que sustenta nossos corpos. Basicamente originada da Deusa e do Deus (do poder por trás d'Estes) Primeiro a absorvemos por meio de nossas mães biológicas dentro do útero, para depois, obtemos-la a partir dos alimentos, da água, da lua e do sol e de outros objetos naturais. Liberamos poder pessoal durante o stress, exercícios, sexo, gravidez e parto. A magia é geralmente um movimento de poder pessoal para um fim específico.

domingo, 25 de setembro de 2011

O QUE SIGNIFICA....

EQUINÓCIO: é o ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite, o que ocorre nos dias 21 de Março e 21 de Setembro.

SOLSTÍCIO: é a época em que o Sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador. No Hemisfério Sul no dia 21 de Junho se denomina Solstício de Inverno, quando há maior declinação boreal. E no dia 21 de Dezembro, se denomina Solstício de Verão, quando há maior declinação austral do Sol.

OBS: Como as estações são opostas nos dois hemisférios, essas denominações invertem-se no Hemisfério Norte.

PLENILÚNIO: é quando a Lua Cheia está no seu ápice.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

INSTRUMENTOS DA WICCA

ALTAR: o altar é o ponto de ligação, entre a bruxa e os Deuses. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela ( com a cor característica para a Deusa) é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma outra vela ( com a cor característica para o Deus) é colocada a Leste simbolizando o Deus. No altar deve estar o cálice e o athame, o pentagrama, o bastão e outros objetos utilizados nos rituais. Abuse da sua criatividade, pois o altar é o seu espaço pessoal, onde deve ser colocado todo o seu amor.

CALDEIRÃO: ele representa o Útero da Deusa, essência da fertilidade e do eterno feminino. Nele as coisas se transformam, o grão se torna alimento. a raiz remédio. O caldeirão desempenha papel muito importante nos rituais. Nos da primavera, colocamos nele a água pura da fonte e muitas flores. Nos de inverno, deixamos uma chama de fogo sair de dentro dele, representando o retorno do calor e da luz solar. Não precisa ser grande, o importante é que seja de ferro ou barro e que caiba no mínimo um litro de água.

VASSOURA: começamos os rituais varrendo toda a área, ato que é realizado sem que a vassoura toque o solo, com a bruxa visualizando a limpeza do astral. Isso purifica todo o espaço e traz tranquilidade ao ambiente. A vassoura também pode ser usada para a proteção da casa, sendo colocada atrás da porta principal.

TAÇA: é outra vez a representação do útero da Grande Mãe, a sua infinita fertilidade, e dela podemos nos servir para beber o vinho durante os rituais ou para guardar a água pura de fonte que sempre devemos ter em nosso altar.

INCENSÁRIO: deve ser colocado no altar e permitir que o incenso queime sem apagar, e leve aos Deuses nossos pedidos e homenagens em sua fumaça e aroma.

BASTÃO: usamos o bastão para invocações e direcionamento de energias. Quando queremos chamar os Deuses, para que nos protejam durante um ritual, é com ele que o fazemos. Quando traçamos o círculo mágico no chão ou dirigimos qualquer encantamento, é também por meio do bastão.

ATHAME: é um punhal, de preferência de prata, com o cabo preto, pois essa cor absorve o poder, e assim, fica-se sempre com uma carga de energia positiva armazenada no instrumento. Não cortamos nada com o athame, só o usamos como instrumento direcionador de energia durante os rituais ou encantamentos. Por ser essencialmente masculino, ele está relacionado ao Deus Cornífero.

CRISTAIS: têm o poder de armazenar energia criativa, filtrar ambientes, e é sempre interessante usá-los em seu altar.

TÚNICA: de preferência deve ser negra ou de outra cor, se o ritual assim solicitar. A cor negra isola as energias negativas, sendo ótima para ser usada quando se tem contato com grandes multidões ou pessoas negativas, pois impede que a nossa energia seja "vampirizada". A cor negra não tem nenhuma ligação com o Mal. Ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes.

PENTAGRAMA: é uma estrela de cinco pontas, usada para proteção. Pode ser feito de madeira, qualquer metal, como também pode ser desenhado e colado numa cartolina e depois recortado. Representa os cinco elementos: Terra, Água, Fogo, Ar e Éter (espírito). Use-o sempre perto de você.

ESPADA CERIMONIAL: representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanianas, a espada é usada no lugar do athame pela alta sacerdotisa, para traçar e apagar o círculo. A espada cerimonial, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais mágicos.

LIVRO DAS SOMBRAS: é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais.

"NÃO DEVE SER VISTO OU MANIPULADO POR OUTRAS PESSOAS"

**Quando ocorre a morte de um bruxo, seu Livro das Sombras pode ser passado para seus filhos ou queimado.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O CIRCULO MÁGICO

Os círculos são lugares poderosos para realizar trabalho espiritual e curativo. Aí podemos atrair para baixo as energias celestiais da Lua, planetas e estrelas, e atrair para cima os vastos fluxos de vida que emanam do interior da Terra-Mãe. Organizar um círculo mágico cria um espaço sagrado e inaugura um tempo sagrado. Estar num círculo é como reingressar no tempo original ou no tempo onírico, que existiu no começo do mundo.
Num círculo, encontramos os Deuses - essas forças arquetípicas que nunca morrem - e em alguns rituais atraímos para baixo o poder do Deus e da Deusa, e assim nos convertemos neles. Nesses círculos onde a consciência está intensamente sintonizada em alfa, os sortilégios são muito poderosos. A magia funciona. Os resultados são espetaculares.
Ao organizar um círculo mágico, purificamos primeiro o espaço que usaremos com os quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Caminhamos ao redor da área que se tornará o círculo mágico levando conosco uma grande tigela de sal e água (representando a terra e a água) e um incensário (representando o fogo e o ar).
Enquanto percorremos a trajetória do círculo, dizemos:

"Pela água e pela terra, pelo fogo e pelo ar, pelo espírito, seja este círculo amarrado e purificado como desejamos. Assim seja!"
 
Depois, a sacerdotisa, empunhando seu cetro, caminha na direção dos ponteiros do relógio em redor do círculo 3 vezes, dizendo:

"Faço este círculo para proteger-nos de todas as forças e energias negativas que possam surgir para causar-nos dano. Encarrego este círculo de atrair unicamente as mais perfeitas, poderosas, corretas e harmoniosas forças e energias que sejam compatíveis conosco. Faço este círculo para servir de espaço sagrado entre os mundos, um lugar de perfeito amor e de perfeita confiança. Assim seja""

Depois convidamos os poderes dos elementais e animais sagrados do norte, leste, sul e oeste e os Deuses e Deusas para que adicionem suas energias ao nosso círculo e que nos concedam sabedoria e compreensão para os nossos trabalhos mágicos, de modo que sejam para o nosso bem e para o bem de todos. Fazemos então a nossa magia para a ocasião. Quando o ritual termina, a sacerdotisa caminha no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio em torno do círculo com seu bastão, declarando que o "círculo está agora aberto, mas não desfeito".