sábado, 26 de novembro de 2011

O GRIMÓRIO E NOSSO LADO SOMBRA

Nosso lado sombra. Nossa escuridão pessoal. O lado que não vemos, não enxergamos, mas que nos acompanha toda a vida, em todos os momentos.  Inclusive, este lado aparentemente incógnito de nós mesmos, dita comportamentos, sentimentos e atitudes nossas e até portanto até mesmo direciona nossas vidas.   Todos nós temos os dois lados : o lado luz e o lado sombra. Mas não quero dizer que o lado luz seria o lado bom, e o lado sombra nosso lado ruim, perverso.  Até é mesmo, mas também o lado sombra é o porão onde colocamos o que não queremos ver, o que não aceitamos em nossas vidas.  O livro das sombras, ou o Grimório, é uma forma de vivermos o nosso lado sombra de forma que podemos aprender muito com nossos sentimentos e nossas anotações. 

Registrar nossos pensamentos mais perversos, ou vontades que não podemos externar na vida cotidiana, ou até mesmo sonhos noturnos e experiências cotidianas nos relacionamentos, podem funcionar como uma conversa com nosso próprio SER ANÌMICO.

O trabalho de Autoconhecimento que tanto aspiramos, não pode ser completo sem entra rmos em contato com nosso inconsciente, nosso lado ESPIRITUAL , nossas motivações inconscientes, nosso lado sombra.   Aceitar que temos um lado negro, que não somos totalmente bons, ou que pelo menos temos um lado lua na mesma medida que temos um lado sol, tudo no universo é negativo e positivo, tudo tem dois lados (yin e yang), mas muitas vezes negamos este lado sombra, pois é verdadeiramente nosso mais puro EU.

Negamos, e recalcamos, escondemos estes nossos pensamentos no nosso porão, na nossa sombra pessoal, para que ninguém, inclusive nós mesmos não vejamos. Tentamos esquecer.
Mas apesar disso, todos esses pensamentos, idéias e atitudes estão lá e se fazem ouvir de uma forma ou de outra, a ponto de, quando não o externamos por muito tempo, uu de alguma forma, eles acabam por explodir em doenças psicossomáticas.    

Todo bruxo(a) deve ser capaz de aceitar-se a si mesmo, na sua totalidade, conhecer e cultivar seu lado negro.   Fora dos limites sociais, da moral e dos costumes culturais, somos um elemento da natureza e assim, manifestamos a vontade dela.

Tenhamos essa consciência e iniciemos este trabalho junto ao nosso Grimório, e a partir de agora, não só anotemos poções e receitas de RITUAIS,  mas também façamos de nosso livro secreto um amigo íntimo, um lugar onde podemos ser nós mesmos sem regras, sem limites e a partir disso, poderemos nos conhecermos melhor e re-encontrar ali a verdadeira face de nossa sombra, a face que na verdade é a que complementa a imagem que temos de nós mesmos.
Blessed Be.

texto escrito por:  Dan Gwydion
copiado do site:  http://www.oldreligion.com.br

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

AS LUAS ESPECIAIS

A LUA AZUL DA ABUNDÂNCIA

Acredita-se que a Lua Azul começou a ser cultuada, inicialmente, entre os egípcios, com a substituição do calendário lunar, que marcava o tempo usando as fases da lua, pelo solar, que introduziu o conceito de mês com trinta dias. Lua Azul é o nome que se dá à segunda lua cheia dentro do mesmo mês. Um fenômeno que acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes no século. Desde a antiguidade, a Lua Azul é considerada um acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, reforçando o sentido de plenitude da lua cheia.
A Lua Azul nos proporciona uma oportunidade a mais de tocar o divino, um aumento de consciência diante das forças sobrenaturais reforçando, assim, o intercâmbio com os outros planos, reinos e dimensões. Por ser considerada "um tempo entre tempos", um momento raro e, por isso, muito mais poderoso e mágico, fica mais fácil alcançar "o mundo entre os mundos" por meio dela. É uma lua de abundância, que permite colher muito mais do que se plantou. Os encantamentos têm maior poder e os resultados são mais rápidos. Pensamentos e desejos tornam-se mais intensos e, assim, qualquer ritual exige maior cautela em relação aos objetivos e pedidos. Mais do que nunca vale a advertência "cuidado com o que pedir, pois você poderá conseguir"!.
Com o surgimento do calendário juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros. Surgiu o termo inglês blue moon, significando algo muito raro, impossível, dando origem a inúmeras músicas e poemas melancólicos ou esperançosos.
Na mitologia Celta, essa lua favorece o contato com o Reino Encantado dos seres da natureza. Invocam-se as Rainhas das Fadas - Aeval, Aine, Aynia, Bri, Creide, Mab e Sin - e empreendem-se viagens reais ou imaginárias para as "Sidhe", as colinas encantadas, morada do "Little People", o Povo Pequeno.
Para agradar às Fadas, os celtas cultivavam perto das casas suas plantas preferidas - calêndulas, verbenas, violetas, prímulas e tomilho - e deixavam oferendas de mel, leite, manteiga, pão e cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos denotavam sua presença.. Para favorecer a "visão", abrindo a percepção psíquica, usava-se artemísia, em chá ou em infusões para banho, suco de samambaias ou orvalho passado nas pálpebras, saches de mil folhas e hipericão, invocações mágicas adequadas.
A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13ª Lunação. Ela é "aquela que se torna a visão", a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Essa Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova perspectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude.
Para criar uma atmosfera adequada a uma celebração da Lua Azul, use velas e roupas azuis. Prepare água lunarizada expondo garrafas de vidro azul, cheias de água, aos raios lunares. Prepare "travesseiros dos sonhos" enchendo uma fronha de tecido azul com flores de sabugueiro, lavanda ou alfazema, hipericão, folhas de artemísia e sálvia. Imante cristais e pedras azuis como topázio azul, a safira, o berilo, a água-marinha, o lápis-lazuli ou a sodalita. Usando músicas com sons da natureza, como pios de corujas, cantos de baleias ou uivos de lobos, permita que sua criatividade e intuição levem-na ao Reino das Fadas ou ao encontro das Deusas Lunares.. Olhe fixamente para a Lua, eleve seus braços e "puxe" sua luz para sua testa, seu coração e seu ventre. 
Conecte-se, em seguida, à Matriarca, pedindo-lhe orientação sobre as mudanças necessárias para alcançar uma real transformação.
Permaneça, depois, em silêncio e ouça as mensagens e respostas ecoando em sua mente ou alegrando seu coração.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!

HOJE, DIA DAS CRIANÇAS, RESOLVI POSTAR UM CONTO INFANTIL PAGÃO. QUE A DEUSA ABENÇOE TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO!  QUE IMPEÇA COM SUA JUSTIÇA QQ TIPO DE VIOLÊNCIA.

CONTO INFANTIL: A LUZ

Autoria: Galahad

Existia uma vila muito ao norte, onde seus moradores viviam da pesca e da caça.

Nesta vila havia um homem chamado Phelys, um homem triste e cansado. Phelys havia sido criado bem longe dali, em uma grande cidade, mas sua esposa e filha um dia sofreram um grave acidente e faleceram.

Ele ficou muito triste e desistiu de viver, foi para o local mais longe que conseguiu encontrar, justamente essa vila.

Todos os dias as pessoas da vila se reuniam em volta da fogueira e ouviam as histórias dos mais velhos. As histórias falavam das aventuras da Grande Deusa e do Grande Deus. Os anciões contavam histórias de caça e pesca, histórias de guerras e histórias alegres. Phelys sempre ia às reuniões, conversava com algumas pessoas e sempre se lembrava de sua esposa e sua querida filha.

Um dia, convidaram Phelys para entrar em um dos pequenos ritos do vilarejo, o rito em agradecimento a Grande Deusa. Nesse rito eles agradeciam pela caça e pesca que ela produziu durante todo o ano. Meio sem querer, ele foi caminhando para o centro do vilarejo na noite da celebração. Exatamente naquele dia seria o aniversário de casamento dele, então a tristeza em seu coração era tão grande, que preferiria ficar em casa. Resolveu ir mesmo assim.

Chegando no centro da vila, viu alguns dos moradores, mas não havia festa. Estranhou. Então uma das pessoas veio lhe contar que uma menina, filha de um dos pescadores, havia ido para a floresta na tarde daquele dia e não tinha voltado ainda.

Ele se ofereceu para ir procurar também. Pegou uma tocha e seguiu para o rumo onde os outros homens haviam ido.

Ele andou por muito tempo. Não encontrava nada e a sua tocha já estava gasta e quase apagando. Então ouviu um barulho.

Virou-se de uma vez e viu que olhos o observavam. Sentiu medo.

Talvez fosse hora de partir dessa vida, de encontrar sua esposa e filha. Mas se fosse como estava aprendendo ultimamente com os moradores da vila, o ciclo continuaria, elas voltariam para esta terra.

Virou novamente para frente e começou a correr.

Correu por muito tempo, no meio da mata, até encontrar uma caverna com uma pequena entrada.

Lá dentro ouviu barulhos.

Entrou e viu a menina lá dentro, cantando baixinho.

- Oi. - disse Phelys.

- Olá, eu sabia que você vinha.

- Você está bem?

- Torci o meu pé e não consegui voltar. Estava aqui dentro vendo as imagens da Deusa.

Phelys apontou sua tocha para a parede e viu muitas imagens femininas, enquanto a menina continuou a falar.

- Eu sabia que você vinha.

- Sabia?

- Sim... eu vi a Deusa... ela estava junto com uma outra mulher, elas me disseram que você viria.

- Como assim? - Perguntou Phelys meio desconfiado.

- Tome isso - Disse a menina entregando uma pequena flor para Phelys. Era uma flor que nascia dentro da caverna. - Essa é a flor que a mulher que estava junto com a Deusa pediu para te entregar. Ela disse que você se lembraria dela sempre que quisesse.

Phelys cheirou a flor e começou a chorar... Era o mesmo perfume que sua esposa costumava usar.

Entre lágrimas ele perguntou:

- Como você sabe da flor?

- Eu não sabia... Foi a mulher que me contou... A Deusa disse que eu não me preocupasse e que esperasse que alguém viria me buscar. Ela disse que eu tinha algo a fazer hoje, que era minha obrigação estar aqui. Depois ela disse que quem viria era uma pessoa muito especial, e que uma de suas filhas gostava muito dele. Era você. - disse a menina sorrindo.

Neste instante Phelys viu uma grande luz clara no fundo da caverna e foi até lá. Viu uma mulher de costas, abaixando para pegar uma flor e ouviu em seu coração o seguinte:

"Meu amado, todos nós viemos da Deusa e para Ela voltaremos. Não fique triste, continue a viver, sempre te amei e sempre te amarei. O que me aconteceu não foi por acaso, nem culpa sua. Todos carregamos o que somos, e as coisas que acontecem conosco são o retorno do que fazemos em nossas vidas. A Deusa é Justa e meu tempo já havia acabado. Sempre que sentir saudades minhas, venha até aqui e você saberá duas coisas: que eu te amo e que a Deusa será sempre justa com você.".

Depois disto, o forte cheiro da flor tomou conta do local.

Phelys voltou, pegou a menina em seu ombro e ela foi lhe ensinando o caminho de volta. Voltou ao vilarejo, com os olhos cheios de lágrimas e muita alegria no coração.

Ele ainda passou algum tempo no vilarejo, mas resolveu voltar para a sua cidade.

Uma vez por ano, até hoje, Phelys volta àquele vilarejo, na mesma data. Quando chega, cumprimenta alguns conhecidos e vai até a caverna, onde sempre se lembra de duas coisas: que o amor pode ultrapassar qualquer barreira e que a Deusa está presente em tudo que existe. 

retirado do site:  http://www.circulosagrado.com

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A LUA NA MAGIA

LUA CRESCENTE: é um momento de definição. Os sentimentos e emoções se tornam mais claros, as atitudes mais objetivas. Os impulsos agora podem ser colocados em prática. Neste período, pode-se construir o novo e intensificar os contatos sociais.
A Lua Crescente é utilizada para invocar as coisas que se deseja, um período para iniciar novos projetos.

LUA CHEIA: simboliza a plenitude. As pessoas estão mais abertas e receptivas, as relações tornam-se mais dinâmicas e pulsantes. O inconsciente aflora e as ações, podem se tornar agressivas. Os projetos iniciados chegam ao seu desenvolvimento máximo.
A Lua Cheia é utilizada na integração e aperfeiçoamento de idéias e projetos, e para lançar encantamentos buscando coisas positivas.

LUA MINGUANTE: é o período de transição. A tendência é para o recolhimento e avaliação do que foi anteriormente vivido. Os trabalhos já iniciados devem ser terminados. É uma fase delicada, quando a sensibilidade está à flor da pele.

LUA NOVA: simboliza o momento da fecundação, da germinação, do impulso de uma nova vida. É um período de instrospecção e indefinição, da busca de novos caminhos e não é propício para decisões. É o momento de reflexão e amadurecimento dos anseios.

OBS: A Lua Nova ou a Lua Minguante é utilizada para diminuir ou banir completamente coisas de sua vida.

domingo, 9 de outubro de 2011

O QUE SIGNIFICA....PARTE II

AKASHA: é o quinto elemento, o poder espiritual onipresente que permeia o Universo. A energia que forma os elementos.

CARREGAR: é um ato de magia. É imbuir um objeto de Poder Pessoal.

CONSCIÊNCIA RITUAL: estado alterado de consciência específico, necessário para a prática bem-sucedida de magia. O mago o atinge por meio da Visualização e do Ritual. Denota um estado no qual as mentes Consciente e Psíquica estão harmonizadas. O mago sente as energias, dá a elas propósito e as libera em direção ao objetivo mágico. É uma elevação dos sentidos, uma expansão da consciência para o mundo aparentemente não-físico, um elo com a natureza e com as forças por trás dos conceitos de Deidade.

OS ELEMENTOS: Terra, Ar, Fogo, Água. Essas quatro essências são os alicerces do Universo. Tudo que existe ( ou que tem potencial para existir) contém uma ou mais dessas energias. Os elementos vibram em nosso interior e estão também "espalhados" pelo mundo. Podem ser utilizados para gerar mudanças por meio da magia. Os quatro elementos foram formados a partir da essência ou poder fundamental - AKASHA

ENCANTAMENTO: ritual mágico, normalmente de natureza não-religiosa e acompanhado de palavras vocalizadas.

EVOCAÇÃO: é o ato de chamar espíritos ou outras entidades não-físicas, seja para aparições visíveis ou invisíveis.

INVOCAÇÃO: apelo ou pedido a uma força (ou forças) superior (es), como a Deusa e o Deus. Uma oração. A invocação é na verdade um método para estabelecer elos conscientes com os aspectos da Deusa e do Deus existentes em nosso interior. Essencialmente, portanto, podemos fazer com que apareçam ou  se façam notar por meio da tomada de consciência deles.

INICIAÇÃO: processo pelo qual um indivíduo é apresentado ou admitido em um grupo, interesse, habilidade ou religião. Iniciações podem constituir ocasiões rituais, mas também podem ocorrer espontâneamente.

MAGIA: é o movimento das energias naturais (como o poder pessoal) para gerar as mudanças necessárias. A energia existe em todas as coisas - pessoas, plantas, pedras, cores, sons, movimentos. A magia é o processo de gerar ou aumentar essas energias, dando-lhes propósito e liberando-as. A magia é uma prática natural e não sobrenatural.

MEDITAÇÃO: reflexão, contemplação, voltar-se para dentro de si ou na direção da Deidade ou da Natureza. Período de quietude no qual o praticante pode fixar-se em símbolos e pensamentos, em particular ou ainda permitir que estes surjam livremente.

PODER DA TERRA: energia existente em pedras, ervas, chamas, vento e outras coisas naturais. É o Poder Divino manifesto e pode ser utilizado durante a Magia para originar as mudanças necessárias.

PODER DIVINO: a energia pura, não-manifesta, existente na Deusa e no Deus. A força vital, a fonte primordial de todas as coisas.

PODER PESSOAL: energia que sustenta nossos corpos. Basicamente originada da Deusa e do Deus (do poder por trás d'Estes) Primeiro a absorvemos por meio de nossas mães biológicas dentro do útero, para depois, obtemos-la a partir dos alimentos, da água, da lua e do sol e de outros objetos naturais. Liberamos poder pessoal durante o stress, exercícios, sexo, gravidez e parto. A magia é geralmente um movimento de poder pessoal para um fim específico.

domingo, 25 de setembro de 2011

O QUE SIGNIFICA....

EQUINÓCIO: é o ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite, o que ocorre nos dias 21 de Março e 21 de Setembro.

SOLSTÍCIO: é a época em que o Sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador. No Hemisfério Sul no dia 21 de Junho se denomina Solstício de Inverno, quando há maior declinação boreal. E no dia 21 de Dezembro, se denomina Solstício de Verão, quando há maior declinação austral do Sol.

OBS: Como as estações são opostas nos dois hemisférios, essas denominações invertem-se no Hemisfério Norte.

PLENILÚNIO: é quando a Lua Cheia está no seu ápice.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

INSTRUMENTOS DA WICCA

ALTAR: o altar é o ponto de ligação, entre a bruxa e os Deuses. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela ( com a cor característica para a Deusa) é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma outra vela ( com a cor característica para o Deus) é colocada a Leste simbolizando o Deus. No altar deve estar o cálice e o athame, o pentagrama, o bastão e outros objetos utilizados nos rituais. Abuse da sua criatividade, pois o altar é o seu espaço pessoal, onde deve ser colocado todo o seu amor.

CALDEIRÃO: ele representa o Útero da Deusa, essência da fertilidade e do eterno feminino. Nele as coisas se transformam, o grão se torna alimento. a raiz remédio. O caldeirão desempenha papel muito importante nos rituais. Nos da primavera, colocamos nele a água pura da fonte e muitas flores. Nos de inverno, deixamos uma chama de fogo sair de dentro dele, representando o retorno do calor e da luz solar. Não precisa ser grande, o importante é que seja de ferro ou barro e que caiba no mínimo um litro de água.

VASSOURA: começamos os rituais varrendo toda a área, ato que é realizado sem que a vassoura toque o solo, com a bruxa visualizando a limpeza do astral. Isso purifica todo o espaço e traz tranquilidade ao ambiente. A vassoura também pode ser usada para a proteção da casa, sendo colocada atrás da porta principal.

TAÇA: é outra vez a representação do útero da Grande Mãe, a sua infinita fertilidade, e dela podemos nos servir para beber o vinho durante os rituais ou para guardar a água pura de fonte que sempre devemos ter em nosso altar.

INCENSÁRIO: deve ser colocado no altar e permitir que o incenso queime sem apagar, e leve aos Deuses nossos pedidos e homenagens em sua fumaça e aroma.

BASTÃO: usamos o bastão para invocações e direcionamento de energias. Quando queremos chamar os Deuses, para que nos protejam durante um ritual, é com ele que o fazemos. Quando traçamos o círculo mágico no chão ou dirigimos qualquer encantamento, é também por meio do bastão.

ATHAME: é um punhal, de preferência de prata, com o cabo preto, pois essa cor absorve o poder, e assim, fica-se sempre com uma carga de energia positiva armazenada no instrumento. Não cortamos nada com o athame, só o usamos como instrumento direcionador de energia durante os rituais ou encantamentos. Por ser essencialmente masculino, ele está relacionado ao Deus Cornífero.

CRISTAIS: têm o poder de armazenar energia criativa, filtrar ambientes, e é sempre interessante usá-los em seu altar.

TÚNICA: de preferência deve ser negra ou de outra cor, se o ritual assim solicitar. A cor negra isola as energias negativas, sendo ótima para ser usada quando se tem contato com grandes multidões ou pessoas negativas, pois impede que a nossa energia seja "vampirizada". A cor negra não tem nenhuma ligação com o Mal. Ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes.

PENTAGRAMA: é uma estrela de cinco pontas, usada para proteção. Pode ser feito de madeira, qualquer metal, como também pode ser desenhado e colado numa cartolina e depois recortado. Representa os cinco elementos: Terra, Água, Fogo, Ar e Éter (espírito). Use-o sempre perto de você.

ESPADA CERIMONIAL: representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanianas, a espada é usada no lugar do athame pela alta sacerdotisa, para traçar e apagar o círculo. A espada cerimonial, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais mágicos.

LIVRO DAS SOMBRAS: é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais.

"NÃO DEVE SER VISTO OU MANIPULADO POR OUTRAS PESSOAS"

**Quando ocorre a morte de um bruxo, seu Livro das Sombras pode ser passado para seus filhos ou queimado.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O CIRCULO MÁGICO

Os círculos são lugares poderosos para realizar trabalho espiritual e curativo. Aí podemos atrair para baixo as energias celestiais da Lua, planetas e estrelas, e atrair para cima os vastos fluxos de vida que emanam do interior da Terra-Mãe. Organizar um círculo mágico cria um espaço sagrado e inaugura um tempo sagrado. Estar num círculo é como reingressar no tempo original ou no tempo onírico, que existiu no começo do mundo.
Num círculo, encontramos os Deuses - essas forças arquetípicas que nunca morrem - e em alguns rituais atraímos para baixo o poder do Deus e da Deusa, e assim nos convertemos neles. Nesses círculos onde a consciência está intensamente sintonizada em alfa, os sortilégios são muito poderosos. A magia funciona. Os resultados são espetaculares.
Ao organizar um círculo mágico, purificamos primeiro o espaço que usaremos com os quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Caminhamos ao redor da área que se tornará o círculo mágico levando conosco uma grande tigela de sal e água (representando a terra e a água) e um incensário (representando o fogo e o ar).
Enquanto percorremos a trajetória do círculo, dizemos:

"Pela água e pela terra, pelo fogo e pelo ar, pelo espírito, seja este círculo amarrado e purificado como desejamos. Assim seja!"
 
Depois, a sacerdotisa, empunhando seu cetro, caminha na direção dos ponteiros do relógio em redor do círculo 3 vezes, dizendo:

"Faço este círculo para proteger-nos de todas as forças e energias negativas que possam surgir para causar-nos dano. Encarrego este círculo de atrair unicamente as mais perfeitas, poderosas, corretas e harmoniosas forças e energias que sejam compatíveis conosco. Faço este círculo para servir de espaço sagrado entre os mundos, um lugar de perfeito amor e de perfeita confiança. Assim seja""

Depois convidamos os poderes dos elementais e animais sagrados do norte, leste, sul e oeste e os Deuses e Deusas para que adicionem suas energias ao nosso círculo e que nos concedam sabedoria e compreensão para os nossos trabalhos mágicos, de modo que sejam para o nosso bem e para o bem de todos. Fazemos então a nossa magia para a ocasião. Quando o ritual termina, a sacerdotisa caminha no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio em torno do círculo com seu bastão, declarando que o "círculo está agora aberto, mas não desfeito".


sexta-feira, 24 de junho de 2011

O DEUS

Vemos o Deus no Sol, brilhando sobre nossas cabeças durante o dia, nascendo e pondo-se no ciclo infinito que governa nossas vidas. Sem o Sol, não poderíamos existir; portanto, ele tem sido cultuado como a fonte de toda a vida. O Deus é também gentil com os animais silvestres. 
Os domínios do Deus inclui as florestas intocadas, os desertos escaldantes e as altas montanhas.
O Deus é a colheita plenamente madura, o vinho inebriante extraído das uvas, o grão dourado, as maçãs vicejantes.
Símbolos normalmente utilizados para representar o Deus: a espada, chifres, a lança, a vela, ouro, bronze, diamante, a foice, a flecha, o bastão mágico, o tridente, facas, etc.
As criaturas a Ele sagradas são: o touro, o cão, a cobra, o peixe, o gamo, o dragão, o lobo, o javali, a águia, o falcão, o tubarão, os lagartos,etc.
Desde sempre, o Deus é o Pai Céu.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A DEUSA

É a Mãe Universal. É a fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos. Ela é a um só tempo o campo não arado, a plena colheita e a Terra dormente, coberta de neve.
Nós A vemos na Lua, no silencioso e fluente oceano, e no primeiro verdejar da primavera. Ela é a incorporação da fertilidade e do amor.
Muitos símbolos são utilizados para honrá-la, como o caldeirão, a taça, o machado, flores de cinco pétalas, o espelho, colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeraldas, etc.
Por governar a Terra, o mar e a Lua, muitas e variadas são Suas criaturas: o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha. Todos são sagrados à Deusa. 
Desde sempre a Deusa é a Mãe Terra.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

NOVE PONTOS BÁSICOS DOS RITUAIS WICCANOS

- purificação própria
- purificação do espaço
- criação do espaço sagrado 
- invocação
- observação dos rituais (sabás/esbás)
- criação de energia (durante a magia) 
- canalização do poder para a Terra
- agradecimento à Deusa e ao Deus
- quebra do Círculo Sagrado

terça-feira, 21 de junho de 2011

TREZE OBJETIVOS DE UMA BRUXA

1- conheça a si própria.
2- conheça sua Arte (Wicca).
3- aprenda.
4- aplique seus conhecimentos com sabedoria.
5- atinja o equilíbrio.
6- mantenha seus pensamentos em boa ordem.
7- mantenha suas palavras em boa ordem.
8- celebre a vida.
9- sintonize-se com os ciclos da Terra.
10- respire e alimente-se corretamente.
11- exercite o corpo.
12- medite.
13- honre a Deusa e o Deus. 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

NO QUE AS BRUXAS ACREDITAM

- convicção na reencarnação
- crença nos aspectos femininos e masculinos do Divino.
- respeito na mesma proporção não só a seres humanos, mas para a Terra, animais e plantas
- observação da mudança das Estações do Ano, com 8 Sabás Solares e 13 Sabás Lunares (21 ritos anuais)
- repúdio ao proselitismo, pois pessoas só se tornam bruxas por escolha própria.
- igualdade às mulheres e homens, pois ambos são complementares, apesar de sempre a mulher ser enfocada.
- realização dos ritos no interior de um Círculo Mágico, pois os círculos são espaços sagrados usados para a adoração.
- importância aos "3 Rs" : REDUZIR, REUTILIZAR, RECICLAR 
- o sentido de servidão à Terra 
- a estima por todas as religiões e liberdade religiosa.
- o repúdio por qualquer forma de preconceito
- conscienciosidade em relação à cidadania.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

OS 13 PRINCIPIOS DA BRUXARIA

1 - Nós praticamos ritos para nos alinharmos ao ritmo natural das forças vitais, marcadas pelas fases da Lua e os feriados sazonais.

2 - Nós reconhecemos que nossa inteligência nos dá uma responsabilidade única em relação a nosso meio-ambiente. Buscamos viver em harmonia com a Natureza, em equilíbrio ecológico, oferecendo completa satisfação à vida e à consciência, dentro de um conceito evolucionário.

3 - Nós damos credito a uma profundidade de poder muito maior que é aparente a uma pessoa normal. Por ser tão maior que ordinário, é às vezes chamado de "sobrenatural", mas nós o vemos como algo naturalmente potencial a todos.

4 - Nós vemos o Poder Criativo do Universo como algo que se manifesta através da Polaridade - como masculino e feminino - e que ao mesmo tempo vive dentro de todos nós, funcionando através da interação das mesmas polaridades masculina e feminina. Não valorizamos um acima do outro, sabendo serem complementares. Valorizamos a sensualidade como prazer, como o símbolo e incorporação da Vida, e como uma das fontes de energias usadas em praticas mágicas e ritos religiosos.

5 - Nós reconhecemos ambos os mundos exterior e interior, ou mundos psicológicos - às vezes conhecidos como Mundo dos Espíritos, Inconsciente Coletivo, Planos Interiores, - e vemos na interação de tais dimensões a base de fenômenos paranormais e exercício mágico. Não negligenciamos qualquer das dimensões, vendo ambas como necessárias para nossa realização.

6 -  Nós não reconhecemos nenhuma hierarquia autoritária, mas honramos aqueles que ensinam; respeitamos os que dividem seu conhecimento e sabedoria, e admiramos os que corajosamente deram de si em liderança.

7 - Nós vemos religião, magia e sabedoria como sendo unidas na maneira em que se vê o mundo e vive nele -  uma visão de mundo e filosofia de vida, que identificamos como Bruxaria ou Caminho Wiccaniano.

8 - Chamar-se "bruxo" não faz um Bruxo - assim como a hereditariedade, ou a coleção de títulos, graus e iniciações. Um Bruxo busca controlar as forças interiores, que tornam a vida possível, de modo a viver sabiamente e bem, sem danos a outros e em harmonia com a Natureza.

9 - Nós reconhecemos que é a afirmação e satisfação da vida, em uma continuação de evolução e desenvolvimento da consciência, que dá significado ao Universo que conhecemos, e o nosso papel pessoal dentro do mesmo.

10 - Nossa única animosidade acerca da Cristandade, ou de qualquer outra religião ou filosofia, dá-se pelo fato de suas instituições terem clamado ser "o único verdadeiro e correto caminho", e lutado para negar liberdade a outros, e reprimido diferentes modos de pratica  religiosa e crenças.

11 - Como bruxos americanos, não nos sentimos ameaçados por debates a respeito da História da Arte, das origens de vários termos, da legitimidade de vários aspectos de diferentes tradições. Somos preocupados com nosso presente e com nosso futuro.

12 - Nós não aceitamos o conceito de "mal absoluto", nem adoramos qualquer entidade conhecida como "Satã" ou "Demônio" como definido pela Tradição Cristã. Não buscamos poder através do sofrimento de outros, nem aceitamos o conceito de que benefícios pessoais só possam ser alcançados através da negação de outros.

13 - Trabalhamos dentro da Natureza para aquilo que é positivo para nossa saúde e bem estar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

WICCA

A Bruxaria é a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e "desaparecimento" ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de Wicca.
A palavra Wicca vem do inglês arcaico wicce ou do saxão wich que significa "girar", "dobrar" ou "moldar". Porém, vemos corruptelas deste termo em diversos outros idiomas sempre expressando algo religioso e relacionado à Magia.
A Wicca é uma religião que pretende celebrar a Natureza e que busca sua inspiração nas religiões pré-cristãs de culto à Deusa, nas celebrações dos ciclos anuais das colheitas, ao culto do Deus fertilizador da Terra e várias outras expressões religiosas primitivas com uma forte ligação com a natureza e com os ciclos da vida.
A Wicca baseia-se no equilíbrio e polaridade das energias, que através de ritos e magia coloca o homem em contato direto com a natureza, resgatando assim o verdadeiro sentido da palavra Religião (Religare = religar), religar o homem àquilo que ele foi desligado.
Os objetivos da Wicca são: o autoconhecimento, a harmonia com os ritmos do Sol e das Estações, a compreensão dos poderes da Natureza e a busca de um novo equilíbrio do homem com o seu meio.
A Wicca reconhece o Dualismo Divino e sendo assim reverencia a Deusa (Lua e Terra) criadora de todas as coisas e o Deus (Sol) o poder fertilizador.
A energia estática, negativa e magnética seria a força da Deusa. A energia positiva, ativa e móvel seria a força do Deus. Ambas são opostas e complementares, uma dá origem à outra, juntas são a manifestação e equilíbrio do Universo.
A utilização da Magia, entendida como um conjunto de técnicas capazes de manipular positivamente certas energias naturais, é a parte prática que mais distingue a Wicca.
As bases da Wicca encontram-se na invocação e manipulação das forças energéticas presentes no Inconsciente Coletivo, que devem ser trabalhadas por meio da intuição e emoção. As energias divinas com as quais trabalhamos são as forças arquetípicas da psiquê humana. Uma bruxa conhece, canaliza e utiliza corretamente esta energia.
Os fundamentos da Wicca estão em conhecer, penetrar e respeitar a Natureza que é a própria manifestação da Deusa. A proposta da Wicca é harmonizar o homem com o ritmo da Natureza e fazer com que ele entenda as forças interiores e exteriores, pois é desta forma que se mantém o equilíbrio e a inter-relação com os Deuses. 
A Wicca é uma religião onde não existem livros sagrados, hierarquia ou dogmas. É uma escolha pessoal para aqueles que sentem que a sua percepção do sagrado não só não se enquadra nos esquemas tradicionais, como é algo demasiadamente individual para se sujeitar ao conjunto de regras e crenças que outros determinam.





domingo, 29 de maio de 2011

Que a bênção da Deusa Mãe esteja com todos!

Esse Templo foi criado para que fosse um lugar de estudo, troca de ideias e pq não criticas! Elas tb são bem vindas :)
Nessa nova fase, espero que  muitas pessoas o visitem e participem.
Colocarei, em breve, posts sobre a wicca, a deusa e muitas outras coisas relacionadas com magia e paganismo.
As portas do Templo continuam abertas para quem quiser conhecê-lo.
Sejam bem vindos!

sábado, 28 de maio de 2011

 RECOMEÇANDO....

Oi pessoas queridas!

Estou em uma nova fase de minha vida, muitas coisas mudaram, amadureci, cresci e por conta disso, resolvi mudar meu blog.
Mudei o visual, deletei todos os posts desses 6 anos de existência, pq muitas coisas que estavam escritas, não fazem mais sentido nessa fase atual.
Vou reescrevê-lo com muito carinho e dedicação à Deusa que amo tanto.
Espero que vcs continuem acompanhando esse caminho, comentando e dando ideias.
Que a benção da Deusa esteja na vida de todos vcs!